Na busca por lábios mais belos e sedutores, há mulheres que fazem loucuras. Muitas exageram na dose de preenchimento labial e acabam virando piada, como recentemente aconteceu com a cantora Anitta. Embora ela tenha dito ser adepta do procedimento há muito tempo, os fãs não perdoaram.

Em outros casos, são usadas técnicas mais polêmicas, como o "sugador labial", um aparelhinho que temporariamente deixa os lábios maiores, mas também pode causar machucados e assaduras. Depois que suspeitou-se que esse era o segredinho da modelo norte-americana Kylie Jenner, muitas garotas passaram a improvisar em casa com garrafas, com resultados muitas vezes desastrosos. Tempos depois a jovem confessou ter feito o preenchimento.

Segundo a cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira, é o médico quem deve avaliar a quantidade necessária de produto para o preenchimento labial, levando em consideração as características de cada paciente. "Em geral, nas pessoas mais jovens fazemos apenas o contorno (dos lábios). Já nos pacientes mais maduros fazemos o preenchimento, pois com a idade perdemos volume nos lábios. Em adolescentes só fazemos o preenchimento em casos de deficiência, como forma de reparação", explica.

Entre as substâncias que podem ser usadas para o procedimento estão o ácido hialurônico e a gordura do próprio paciente. No caso da primeira substância a durabilidade é de um ano a um ano e meio. Já na segunda a durabilidade é de um ano. Para quem acha que exagerou e deseja reverter o processo, Ivanoska afirma que nos casos em que é usado o ácido hialurônico há um produto que pode ser aplicado para degradar o ácido. Já com a gordura não há o que fazer. A cirurgiã plástica reforça que hidrogel, metacril e PMMA não são absorvidos pelo corpo e podem causar necrose, sendo contraindicados para preenchimento labial. Em caso de arrependimento, será necessário fazer cirurgia para retirar o material.

Ivanoska diz também que o resultado que o paciente vê no consultório não é o resultado final, já que os lábios estarão um pouco inchados, entretanto a diferença não será tão grande. "Se a paciente achar que ficou pequeno podemos reavaliar depois de alguns dias e se necessário fazer um retoque. Mas não recomendo colocar muito preenchimento achando que depois vai diminuir bastante, porque isso não vai acontecer."

Feito em consultório, o procedimento é bastante simples segundo a especialista. A anestesia é local e em alguns casos já vem junto com o ácido, que é aplicado usando uma agulha. "Vamos injetando aos poucos e moldando os lábios. A aplicação não exige repouso e não são descritos casos de alergia ou infecção, quando usado o ácido hialurônico ou a gordura. O paciente deve apenas fazer aplicação de gelo no local."

Entre as contraindicações para o procedimento está o herpes labial na fase ativa. Pacientes que têm outras patologias que estão descompensadas também não devem se submeter ao preenchimento labial. Ivanoska recomenda que o procedimento seja sempre feito apenas com um cirurgião plástico ou um dermatologista e que o paciente tenha certeza do produto que está sendo usado.

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