Beleza - Os cabelos da hora
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Rosângela Vale 
Milton DóriaJá é possível encontrar no mercado tinturas com vitamina C e proteína, diz o cabeleireiro Vânio BittencourtOs tons de cabelo neste inverno acompanham as cores da moda. Cobre, marrom e vemelho vão fazer a cabeça das mais modernas. A idéia é iluminar o rosto e contrastar com a palidez da pele. Depois é só se preparar para roubar a cena. Afinal de contas, você não vai querer passar desapercebida com um visual tão arrojado...
Se chamar a atenção não é exatamente a sua intenção, melhor refletir bastante antes de se entregar aos cuidados do cabeleireiro. A pessoa tem que ir ao salão preparada para a mudança, porque depois vai encontrar outra mulher no espelho, avisa o cabeleireiro Lincoln Tramontini. Para evitar sustos e arrependimentos, melhor seguir à risca as recomendações dos profissionais, que sabem exatamente qual a tonalidade ideal de tintura para cada tom de pele.
Para quem tem pele clara e quer mudar os cabelos com cores da moda, sugiro o castanho acobreado; em peles amarelas, melhor os castanhos avermelhados ou o marrom, diz Lincoln. Segundo ele, o inverno é a melhor época para mudar a cor das madeixas. Há pouca incidência de raios solares e as pessoas lavam os cabelos com menos frequência. Por isso, a tintura tende a desbotar menos e a cor permanece por mais tempo, observa.
Milton DóriaEntre os tons em alta, Olavo destaca o cobre: Fica bom principalmente para quem tem sardas, observa.
Cuidado com os excessos A estudante Caroline Garrido, 19 anos, optou pelo castanho acobreado, um tom quase vinho, um dos mais fashion do momento. Queria um tom diferente, que não chamasse muito a atenção, e ao mesmo tempo fizesse diferença. Cansei de me olhar no espelho e ver a mesma cara. Amei o resultado, conta. Ela retoca a raiz a cada 40 dias e notou uma sensível melhora nos fios. Antes eram muito secos, agora estão mais macios, diz.
A experiência positiva de Caroline ilustra a realidade atual das tinturas. Antes consideradas vilãs por provocarem ressecamento e alergias, hoje elas tratam e até recuperam cabelos danificados. Graças aos avanços tecnológicos da cosmética, existem no mercado tinturas incrementadas com soluções hidratantes e outros aditivos suavizantes que garantem a integridade dos fios. Já é possível encontrar tinturas com vitamina C e proteínas. Mas mesmo com os novos produtos é preciso ter cuidados com os excessos, alerta o cabeleireiro Vânio Bittencourt.
De acordo com ele, não se pode fazer uma tintura em cima da outra, e sim apenas retoques na raiz. Escurecer até pode. Clarear é mais complicado, porque o processo químico é mais agressivo. Mudanças radicais de cor só devem ser feitas com um intervalo de no mínimo seis meses entre as aplicações, ensina. Para quem vai fazer tintura em casa, Vânio faz um alerta: Só use tonalizantes, que não têm amônia, ou tinturas mais escuras, a partir do castanho médio. Assim não se corre o risco de manchar os cabelos, porque eles igualam a cor dos fios, aconselha. Na hora de comprar a tintura, todo o cuidado é pouco. As pessoas que trabalham nas lojas de departamentos não estão preparadas para indicar o produto certo para cada pessoa, observa.
A economista Vanessa Magnani, 25 anos, tinha cabelos castanho-claros até os 13 anos, quando resolveu mudar a cor pela primeira vez. Há dois meses eu estava superloira. Cheguei no salão com vontade de mudar. Aceitei a sugestão do cabeleireiro e acabei escurecendo, conta. Vanessa passou o Igora Royal (marrom-café), da marca alemã Schwarzkopf. Ela gostou da mudança, mas demorou um pouco para se acostumar ao novo look. No começo, eu estranhei; quando eu ia comprar uma roupa, ainda achava que estava loira, lembra. Apaixonada por tinturas e mudanças no visual de modo geral, ela vai pegar carona na tendência e manter a atual cor até o final do inverno. Depois vou clarear de novo, planeja.
Dorico da SilvaCabelo e maquiagem: Vânio BittencourtQueria um tom diferente, que não chamasse atenção e ao mesmo tempo fizesse diferença, diz a estudante Caroline Garrido, que optou pelo castanho acobreado
Maquiagem dos cabelos O cabeleireiro Olavo Gomes lembra que as mechas também são bem-vindas nesse inverno. Quando usadas por cima da tintura, tiram um pouco o aspecto carregado do visual, além de dar mais movimento aos cabelos, diz. Segundo ele, as mechas podem ser feitas com tintura ou tonalizantes, mas antes de optar por qualquer uma delas é preciso analisar o aspecto dos fios. Se eles estiverem quebrados e enfraquecidos, deve-se tratá-los com hidratação,, adverte.
De acordo com Olavo, um resultado satisfatório depende da escolha correta do produto. Ele explica que existem três categorias básicas de coloração. A tintura permanente tem maior poder de fixação graças à amônia, que abre as cutículas do cabelo e permite a penetração da nova cor. O processo é definitivo. Os cabelos só voltarão à cor natural quando crescerem e forem cortados. É mais indicado para quem quer mudanças radicais ou para quem tem mais de 20% dos fios brancos.
Dorico da SilvaCabelo e maquiagem: Vânio BittencourtNo começo, eu estranhei. Ia comprar roupa e ainda achava que estava loira, diz a economista Vanessa Magnani, que escureceu os cabelos com o tom marrom- café
A tintura semipermanente são os xampus tonalizantes. Excluem amônia da sua fórmula e o produto sai gradativamente dos fios conforme se lava o cabelo. Olavo indica a coleção Rhythm & Blues, da linha Diacolor, da L Oreal, que tem os novos tons vermelhos da temporada. Já a tintura temporária, também conhecida como tom sobre tom, promove alterações sutis de coloração e utiliza agentes oxidantes mais suaves que a água oxigenada e a amônia. É uma maquiagem dos cabelos. Aumenta o brilho dos fios e dura, em média, 30 dias, explica. Nessa categoria, a sugestão é a Epicéia Color, da L Oreal, que usa água como diluente.
Entre os tons em alta nessa temporada, Olavo destaca o cobre e suas nuances. É uma cor intermediária entre o chocolate e o vermelho, e fica bom principalmente em quem tem sardas, que ficam disfarçadas porque perdem o destaque, observa.


