No Brasil surgem a cada ano mais de 200 mil novos casos de câncer, segundo as estatístas, consideradas bastante precárias. Estima-se que os números sejam maiores. Esta doença é a terceira maior causa de mortes no País, perdendo para os acidentes de trânsito e doenças cardiovasculares.
Para se enfrentar o câncer é importante o diagnóstico precoce. Mesmo sendo precoce, o paciente leva um choque ao saber que sofre de câncer. Os especialistas afirmam que é preciso preparar o paciente para a notícia e mostrar que há perspectivas. Mesmo com todo o estigma que ronda esse mal, o paciente deve conhecer o diagnóstico para poder colaborar com o tratamento.
Em Londrina, o Instituto do Câncer é considerado um centro de referência nacional no tratamento dessa patologia - aqui são tratados pacientes de várias regiões do País. De acordo com os médicos oncologistas Horácio Alvarenga Moreira e Mário Liberatti, os pacientes de Londrina têm um tratamento similar àquele desenvolvido no Primeiro Mundo, em função da aparelhagem técnica na área de radioterapia e das drogas utilizadas no combate à doença.
‘‘A evolução do tratamento do câncer está ligada aos avanços tecnológicos, mais especificamente ao diagnóstico e a forma de tratamento’’, atesta Mário Liberatti. Em se tratando de diagnóstico, aos chamados marcadores tumorais, exames que detectam com eficácia o surgimento de um tumor, Londrina também tem acesso. No que se refere à tecnologia, a ressonância magnética, a tomografia computadorizada, os aparelhos modernos de mamografia e ultra-som, a cintilografia (que faz mapeamento de órgãos) também formam um conjunto que dá suporte ao tratamento. Soma-se a isso a presença de profissionais especializados, acesso a cirurgias, rádio e quimioterapia.
Como surge o mal Segundo os oncologistas, hoje sabe-se que o câncer surge de uma deformação dos genes. Recentemente, foram descobertos ‘‘genes supressores de tumores’’ que protegem contra o tumor, e quando esses genes não funcionam, pode surgir algum tipo de câncer. ‘‘Mas isso não é definido para todo tipo de tumor’’, diz Liberatti. Ele prossegue explicando que o mecanismo de hereditariedade é responsável por cerca de 10% dos casos. O meio ambiente também pode interfeir para o aparecimento da doença. Fatores como poluição, alimentação, irradiação solar e radiação nuclear podem induzir à mutação genética e desencadear o câncer, aliás estas são as causas da maioria dos cânceres.
Dentro dos fatores ambientais, o cigarro contribui para engrossar as estatísticas. Ele pode provocar câncer na região da cabeça, do pescoço, do pulmão e do rim. Alimentação pobre em fibra e rica em gordura, dieta rica em nitrito e pobre em nitrato, junto com a contaminação por agrotóxicos, figuram entre as causas de alguns tipos de câncer.
Situações que interferem no sistema de defesa do organismo, os chamados estado de imuno-depressão, como a Aids e no caso dos transplantados, também estão em situação de risco. No Nordeste, nos habitantes das regiões mais pobres, a incidência do câncer de pênis tem aumentado. A doença tem relação direta com a higiene pessoal, promiscuidade sexual e a falta de informação. Por isso, esse tipo de doença não existe em várias partes do mundo.

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