Atletas, pessoas com dores musculares, com dificuldade motora ou postura inadequada são alguns dos indivíduos que podem ser beneficiados pela Therapy Taping. A técnica consiste em utilizar bandagens elásticas e adesivas aplicadas sobre certos pontos da pele para estimular uma resposta do cérebro na região. As aplicações podem ser variadas e com diversos objetivos. A fisioterapeuta Flávia Garcia Monteiro explica que o cérebro responde com estímulos musculares e tensionais atingindo o objetivo determinado. "O paciente fica com a bandagem colada à pele por vários dias, a técnica é usada em diversas situações e pode beneficiar desde pessoas que apresentam lesões ortopédicas até aquelas que possuem paralisia cerebral", afirma.
A aplicação das bandagens depende do objetivo do terapeuta. A elasticidade da fita e a ondulação da cola fazem diferença no tratamento do paciente. "O resultado depende da direção, do posicionamento e da tensão que é aplicada sobre a bandagem", afirma. Ela acrescenta que a fita, que não possui medicamento, pode estimular a contração ou o relaxamento muscular em um mesmo ponto, dependendo apenas do posicionamento em que ela é colocada sobre a pele. As pessoas que apresentam lesões podem ainda ser beneficiadas com a drenagem da lesão e a redução do edema, que é proporcionado pela técnica. Por conta destas características, o profissional que deseja trabalhar com o método precisa fazer um curso específico.
A fisioterapeuta exemplifica que se aplicada de uma determinada forma sobre o pé, a bandagem serve para auxiliar a marcha em pessoas que possuem dificuldade de caminhar. Outra utilização frequente é na estabilização das articulações, como no caso da patela ou do tornozelo e ainda no tratamento de tendinites. "Conseguimos trabalhar a correção mecânica da articulação, a redução da fadiga muscular e de espasmos e a reeducação do músculo", explica.
Por não ser invasiva, as contraindicações da técnica se limitam àquelas pessoas que estão com a pele ferida ou que apresentam alergia à bandagem. Por este motivo, todos os pacientes passam por um teste de alergia uma semana antes de iniciar o tratamento. "A utilização da Therapy Taping acelera o processo de reabilitação do paciente pela redução da dor e aumenta a tolerância ao exercício e ao movimento", destaca.
Para Flávia, esta terapia age diretamente na melhoria da qualidade de vida. "Sabemos que a técnica tem condições até mesmo de retardar a realização de algumas cirurgias indicadas por conta de alterações posturais e articulares", ressalta. A terapia é considerada complementar e Flávia explica que ela não é exclusiva da fisioterapia. "Também pode ser usada por fonoaudiólogos, para estimular os músculos da face, por terapeutas ocupacionais, para trabalhar a coordenação motora fina e por vários outros profissionais. No caso da fisioterapia, esta técnica vem para auxiliar um trabalho convencional que é realizado com o paciente", complementa.

Imagem ilustrativa da imagem Bandagem terapêutica
| Foto: Celso Pacheco
Vitor Carvalho, de 4 anos, recebe atendimento da fisioterapeuta Flávia Monteiro: fortalecimento da musculatura



Fonoaudiologia
Na fonoaudiologia a Therapy Taping também é um recurso terapêutico complementar ao tratamento tradicional. A fonoaudióloga Karina Jullienne de Oliveira Souza explica que a utilização das bandagens traz excelentes resultados e contribui com a redução do tempo de tratamento do paciente. "Podemos usar a técnica em pacientes com bruxismo, paralisia facial, alteração vocal por tensão e comprometimento na deglutição. Pessoas que respiram pela boca e aquelas que possuem salivação excessiva, como é o caso de crianças que têm paralisia cerebral, também são beneficiadas com o método", explica. A fonoaudióloga acrescenta que as bandagens podem ser utilizadas até mesmo para melhorar a estética facial, reduzindo as marcas de expressão que aparecem com o passar da idade.


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