Um estudo realizado desde 1989 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que 60% dos homens confessam a traição; do lado de lá, as mulheres somam 47%. O estudo, feito pela professora Mirian Goldenberg, do departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, mostra que os homens sempre usam o velho discurso da carga genética.
Segundo os dados, quando o assunto é traição, os homens colocam a culpa na sua própria natureza poligâmica. Já as mulheres traem quando a insatifação com o casamento chegou ao limite ou mesmo para vingar-se de uma infidelidade. Sendo assim, chega-se à conclusão que, no fim, o homem é sempre o culpado.
Mas a ressaca moral é recorrente e, segundo Suely, a maioria das pessoas que adentram seu consultório, afirma que preferia que a infidelidade não ocorresse. Se há filhos, o remorso é ainda maior.
''Nas primeiras sessões, os casais mal se olham na cara. A raiva da parte de quem foi traído é muito grande. O traidor, em sua grande maioria, sempre se arrepende. Ele tem medo de perder a família, ficar longe dos filhos'', conta Suely.
Um dado interessante foi revelado por uma pesquisa britânica que constatou que quanto maior o QI do homem menos ele trai, enquanto a mulher, pela sua natureza mais fiel, não apresenta essa diferença. ''São pessoas abertas, que mudam pelo nível de conhecimento. Uma pessoa equilibrada emocionalmente vai querer resolver seus problemas com o parceiro antes de fazer qualquer coisa. Pessoas que têm exemplos de pai ou mãe que traem, também têm maior tendência em fazer o mesmo. Mas o que se constata é que o número de homens que trai culturalmente está caindo'', comenta a mediadora.(E.S.)

Imagem ilustrativa da imagem Aventura X Arrependimento