Até chegar à gastroplastia, o obeso deve, necessariamente, ter feito antes uma avaliação nutricional, endócrina e psicológica para eliminar qualquer outra hipótese que evite a cirurgia. Esse percurso leva, pelo menos, um ano entre consultas e exames.
Outro critério exigido dos pacientes é que ele pese, pelo menos, 100 quilos e apresente massa corpórea (peso dividido pela altura ao quadrado) maior que 40. No caso de doentes articulares, hipertensos ou diabéticos, aceita-se o índice superior a 35. Segundo Valezi, a maioria dos interessados na redução do estômago são mulheres, principalmente as que já deram à luz.
Na lista do Hospital Universitário há 66 pessoas prontas para operar e outras 150 na espera. Devido à falta de leitos, cada paciente do Sistema Único de Saúde leva cerca de três meses para chegar ao centro cirúrgico. A cada mês, oito pessoas se submetem à gastroplastia na rede pública e de oito a 12 no sistema particular. ''Se houvesse mais vagas nas enfermarias e UTIs, poderíamos atender o dobro de pessoas'', afirmam os médicos.
A triagem dos interessados em realizar a gastroplastia de graça acontece às sextas-feiras, a partir das 8 horas, no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Londrina. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (043) 3371-2000 (HU) ou 3371-5000 (HC). (B.R.)

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