Autênticas bijuterias
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de julho de 1998
Karla Matida 
Sim, as jóias estão mais baratas e mais acessíveis, mas isso não impede que as bijuterias continuem como boas opções em acessórios, seja para complementar uma roupa ou até para ser o destaque da produção. Mesmo que algumas peças tenham preços iguais ou sejam mais caras que as legítimas jóias. E a tendência indica, cada vez mais, bijuterias com cara de bijuteria, e não apenas imitações de jóias.
Pétalas transparentes dão o tom refinado à peça: tendência italiana adaptada ao gosto brasileiroÉ como a designer paulista Adriana Bittencourt, 25 anos, define as suas peças. Há cinco anos no mercado, Adriana começou a revender suas peças depois de um incentivo da dona da grife Les Filós, de São Paulo, que tem exclusividade até hoje com as bijuterias de Adriana, que também produz cintos para a Daslu, loja que comercializa grifes internacionais, também de São Paulo. Além disso, as bijuterias de Adriana estão espalhadas por lojas em Brasília, Salvador, Curitiba e Londrina.
Mário CésarPeças que chegam agora ao mercado sul-americano com acabamento diferenciadoO destaque da coleção outono-inverno são os índios navarros, uma forte tendência para esta e a próxima estação, explica Adriana. O visual navarro da coleção, confeccionado em prata, é resultado de viagens pelo mundo atrás de novos materiais. São pelo menos quatro viagens por ano, incluindo Índia, Marrocos e Itália, de onde ela traz boa parte da matéria-prima utilizada nas bijuterias.
Colar e brincos da designer Adriana Bittencourt: matéria-prima importada
Por causa das golas altas, procurei fazer brincos grandes, diz Adriana, que entre os materiais utilizados nesta coleção optou por cristais e pedras em tons lilás, vermelho e turquesa.
E também misturas do prata com o turquesa e do lápis-lázuli com o marrom, define.
DivulgaçãoInspiração marinha da designer Angela Caputi para a mulher brasileiraOs penduricalhos, que já se tornaram uma das marcas registradas da designer, também marcam presença na coleção de inverno. E para a coleção primavera-verão, Adriana prepara uma linha nova, com cobre, pedras brasileiras e madrepérolas.
É uma proposta arrojada, garante ela, explicando que suas peças - cerca de 100 modelos para cada coleção -, são pensadas para as mulheres de 15 a 35 anos. São bijuterias para do dia-a-dia e fazem com que um jeans e uma camiseta branca tenham outra cara, explica.Que tal dar uma cor ao vestidinho preto? Um belo colar para completar a produçãoFotos: divulgaçãoNo broche em formato de copo-de-leite, brilho sem exageros
Nos
acessórios,
a tendência
são as
bijuterias
com cara de
bijuteria,
deixando de
ser meras
imitações
de jóias


