Aulas anti-bullying
Aulas especiais no começo do ano foram a alternativa encontrada pelo Colégio Universitário para tentar coibir a prática do bullying. ''Fazemos essas aulas com alunos de 5 a 8 séries, que são as turmas em esse tipo de comportamento começa a se manifestar. Nelas, os alunos entendem como o bullying pode afetar o colega e ouvem histórias de alunos que passaram por isso. Durante o ano todo participam das aulas de 'Educação para o pensar', onde assuntos como o bullying são tratados'', diz a orientadora educacional do colégio, Marta Inez Rossi Freitas.
Os apelidos, segundo ela, são a maneira mais comum que os alunos encontram de humilhar e perseguir um colega. ''As grandes vítimas são meninos tímidos, que usam óculos, gordinhos ou que são estudiosos. A atitude é tão desagradável que alguns alunos nem querem ser elogiados pelos professores para não sofrer com o bullying'', afirma.
Quando a perseguição continua mesmo depois das aulas, Marta garante que os alunos são chamados na orientação para uma conversa esclarecedora. Se a atitude se repete, os pais dos alunos também são chamados. ''Em casos extremos o aluno pode levar uma advertência ou suspensão. Mas geralmente conseguimos resolver o problema na primeira conversa'', diz.
Para os que são vítimas da humilhação, a orientadora aconselha a nunca reagir violentamente ou revidar. ''O melhor é dizer que não está gostando, que o que o agressor está dizendo não é verdade e pedir para ele parar. Se isso não acontecer, ele deve pedir ajuda à orientação. Os professores também são aconselhados a nunca deixar um ato de bullying passar em branco. Se acontecer, ele deve interromper a aula e conversar com os alunos, reforçando a idéia de que perseguir e humilhar é algo muito ruim e desagradável para todos.'' (H.F.)





