Atividades para grupos especiais
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Para quem possui problemas de saúde, nem sempre é fácil escolher a atividade física mais adequada. É fato que a prática de esportes é o melhor remédio para várias doenças, mas as particularidades das patologias e as características individuais precisam ser levadas em conta. O professor de educação física e personal trainer Paolo Marcello Cunha explica que os principais fatores que devem ser analisados em um aluno são as doenças que ele apresenta, as comorbidades envolvidas e o tratamento que está sendo realizado.
Cuidados especiais com a respiração são aplicados nos treinos das pessoas que possuem hipertensão arterial. Aferimos a pressão antes, durante e após a atividade. Este acompanhamento é muito importante, comenta Paolo. Ele lembra que antigamente os exercícios isométricos (que promovem a contração muscular) não eram recomendados para as pessoas que apresentam hipertensão arterial. No entanto, novas pesquisas apontam que eles podem ser trabalhados e que nenhum movimento é proibido, desde que os cuidados e acompanhamentos sejam realizados por um profissional.
Para quem tem diabetes, tão importante quanto a orientação a respeito das atividades físicas é a escolha adequada dos calçados. No caso de pacientes com diabetes, evitamos exercícios que causam a compressão do pé, afirma. A redução do tempo de caminhada na esteira também é outro fator considerado importante. Não há um exercício perfeito para esta ou aquela pessoa. No caso dos diabéticos, trabalhamos atividades aeróbicas junto com a força porque a musculação ajuda a reduzir a glicemia, destaca Paolo.
O acompanhamento e o direcionamento das atividades também são importantes no caso de pacientes que apresentam obesidade ou algum tipo de cardiopatia. Para os obesos, o exercício associado a um acompanhamento nutricional traz um resultado mais rápido e eficiente. A associação da obesidade com alterações metabólicas e outras comorbidades é comum e merece atenção especial do profissional na hora de preparar o treinamento. Exercícios de muito impacto como a corrida devem ser substituídos por outros para evitar sobrecarga nas articulações, salienta.
E quem disse que a musculação não é indicada para quem está na terceira idade? Nem só de alongamento vivem os idosos e o desafio para este grupo é manter ou ganhar força muscular. A massa e a força estão relacionadas à autonomia, assim como o equilíbrio, que também é trabalhado nos treinos desenvolvidos para este público, explica Pablo. Exercícios que simulem atividades realizadas no dia a dia são boas opções para exercitar quem tem mais de 65 anos.
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