Conhecer a cultura de outros países e ganhar um pouco mais de fluência na língua são os objetivos das aulas de imersão. Bastante utilizada pelas escolas de idiomas, esse tipo de prática também é uma oportunidade de os alunos vivenciarem situações corriqueiras, como fazer pedidos em restaurante, compras em supermercado e farmácia, explicar sintomas médicos e até fazer saques bancários.
Eduardo Lozada, coordenador pedagógico da unidade Centro da Wizard, explica que a imersão é uma oportunidade de praticar o idioma e treinar a pronúncia. "Ajuda o aluno a ‘destravar’ e aprender mais rápido", pontua.
Na unidade, as aulas podem ser tanto externas quanto internas. Além de irem a diversos lugares, como restaurantes e pistas de boliche, os alunos também podem recriar ambientes na escola. "Decoramos o colégio, criamos um espaço para que o aluno sinta que está em determinado lugar. E algumas dessas imersões não são restritas a uma turma ou a alunos de um idioma apenas. Todos são convidados e alguns até acabam se interessando por estudar uma outra língua", diz.
As atividades práticas abrangem desde as crianças a partir de 4 anos até os alunos mais velhos e, segundo o coordenador, possibilitam que os estudantes ampliem seu vocabulário, saindo das atividades previstas nos livros. "Os alunos recebem antes um script com tópicos que poderão ser usados na atividade, por exemplo, como pedir e como pagar. Depois eles também precisam fazer tarefas em casa, o que amplia o aprendizado."
Lozada conta que as práticas de imersão também são bastante procuradas por alunos que buscam ampliar o conhecimento em situações específicas, como viagens, entrevistas de emprego e congressos.
Facilitar a aprendizagem dos alunos mais tímidos é uma das principais vantagens da imersão, segundo Renata Mello, coordenadora pedagógica do Yázigi, que destaca que essas atividades, também chamadas de aulas vivenciadas, colocam o aluno em situações imediatas.
"O aluno sai da aula normal, do ambiente mais formal da sala de aula. Isso ajuda aqueles que têm mais dificuldade em se expressar. Buscamos levar nossos alunos de duas a três vezes no semestre a lugares diferentes, em todos os níveis de estudo", explica.
Segundo Renata, os alunos simulam diferentes situações que vivenciariam fora do País, desde o atendimento em aeroportos, hotéis, restaurantes e supermercados, entre outros. "Mesmo em salas de aula buscamos criar essas situações. Inclusive essa é uma das vantagens das aulas em turma: você convive e conversa com diferentes pessoas, não só com o professor", pontua.

Imagem ilustrativa da imagem Atividades de imersão
| Foto: Foto: Celso Pacheco
As estudantes Jackeline Xavier e Caroline Xavier costumam praticar o inglês fora da escola, optando por lugares que tenham a ver com a cultura americana



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