Atitude sustentável
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quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Já faz um tempo que o eco fashion vem ocupando lugar de destaque na moda. Das grifes mais renomadas até as desconhecidas, está cada vez mais comum ver peças que, ao serem criadas, trazem consigo uma consciência integrada à sustentabilidade. A preocupação vem de encontro a um segmento que se por um lado é abrangente, elegante, glamouroso e emocionante, por outro causa impactos na natureza.
Dos grandes aos pequenos centros, a preocupação com uma moda ética e limpa vem diminuindo os danos que a confecção de roupas e acessórios provoca ao meio ambiente, através de várias maneiras ecologicamente corretas de se fabricar produtos deste segmento, tais como o reaproveitamento de tecidos, utilização de tecidos orgânicos, garrafas pet, fibras de bambu, entre outros.
Estilista e dono da marca Overloque, Nelio Pinheiro, que desde o início de suas confecções sempre teve a preocupação em reaproveitar as sobras dos cortes das peças e transformá-las em mais produtos de moda, explica que tudo que se descarta no meio ambiente é uma nova oportunidade de negócio e dinheiro que se joga fora. Além disso, completa ele, o reaproveitamento diminui o impacto ambiental e, consequentemente, preserva o ambiente.
"Utilizamos retraços e retalhos de tecidos. Na moda, é possível fazer quase tudo utilizando materiais sustentáveis ou reciclados. Podemos reformar, reutilizar, reciclar, usar tecidos antigos, enfim, há várias maneiras de produzir moda com essas características", diz Nelio.
A estilista londrinense Bianca Baggio, dona de uma grife que leva seu nome, viu na moda sustentável um grande potencial de criação de produtos e desenvolvimento de ações que pudessem ajudar os mais carentes e o meio ambiente.
"A parte do desenvolvimento sustentável em que baseio minha pesquisa e criação é a gestão dos resíduos de materiais têxteis, ou seja, todos os pedaços de tecidos que seriam descartados num processo industrial são selecionados e reaproveitados na criação de peças únicas e coleções com quantidade limitada. O restante é doado para instituições beneficentes ou utilizado nos projetos em comunidades realizados pela marca", explica ela.
Ainda segundo Bianca, fora reciclar e reaproveitar tecidos e demais materiais, há outras práticas que podem ser adotadas e que demonstram consciência. "As peças de estilo e linguagem atemporais ou de estilo próprio são melhores do ponto de vista da sustentabilidade, pois podem ser usadas durante mais tempo. A escolha do tecido também é importante. Quanto mais natural for seu tecido, mais sustentável a roupa é", considera.
Em um mundo de consumo exagerado, Nelio Pinheiro acredita que o consumidor precisa repensar seu modo de compra. "Ninguém vai parar de consumir, mas isso pode ser feito de uma forma diferente, pensando novos conceitos e cenários de moda."
Segundo Bianca Baggio, para adotar uma postura eco fashion é necessário, antes de tudo, não se preocupar com o fashion. "Saber o que se gosta de usar é um processo de autoconhecimento. Ações como customização de roupas, compras em bons brechós ou em lojas da cidade, ao invés de produtos da China pela internet, reformas e transformações para aproveitar tecidos e modelagens, também são atitudes eco fashion", ensina a estilista.






Ficha técnica:
Fotógrafo: Thiago Pellizzaro
Produção e styling: Diego Domingos
Maquiagem: Graziela Camargo
Ass. de produção: Carla Espindola
Modelos: Renan Cavalari e Myllena Dalla (Mega Model Londrina)
Locação: Bangkok Garden Londrina
Agradecimentos: Capodarte, Cambada Loja Colaborativa, Thais Blanco, Matheus Merp, Warm.


