Pais comprovam, na prática, que a educação de um menino exige mais atenção que a de uma menina. ''A menina é mais maleável, mais cordata, compreende melhor a situação'', afirma a enfermeira Ana Maria Rigo Silva, referindo-se à educação dos filhos Sylvio Carlos, 12 anos, e Isabela, 8. Ela e o marido, o médico Sylvio Carlos Silva Júnior, nunca avaliaram as exigências do garoto como uma característica de gênero, mas de sua personalidade. Entretanto, contam que têm amigos que enfrentam situações parecidas com os filhos de sexo oposto.
Segundo a mãe, enquanto Neto cobra a atenção constante dos pais sendo, às vezes, até mesmo agressivo na disputa com a irmã, Isabela aproveita ''qualquer momento'' que esteja na companhia deles, até mesmo a ida às compras. Os pais lembram que quando o garoto nasceu dispunham de mais tempo para cuidar dele. ''Isabela nunca teve a mesma atenção'', revelam. Sylvio, o pai, lembra que ele, por ser o filho caçula e temporão, nunca sentiu em sua criação essa diferença entre sexos. Para ele, as exigências de Neto são comuns da idade. Mas concorda com o importância da presença paterna na vida do filho. ''É uma interferência positiva para a formação do caráter'', destaca.
O médico lamenta o pouco tempo que dispensa aos filhos, ao garoto em especial, pois possui um horário de trabalho bastante carregado. Então, tenta compensar sua ausência no período das férias da família. A mãe, no entanto, garante que ele é ''modesto'', pois sempre se programa de forma a poder desfrutar momentos com o filho. ''Ele comprou duas bicicletas, duas varas de pescar, duas pipas'', exemplifica. Sylvio também reconhece que cometeu erros na educação do garoto, por inexperiência, que não foram repetidos com a menina. ''A educação do primeiro filho vai da sorte'', conclui. (C.G.)

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