Atenção à qualidade da voz e audição
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Alterações vocais, dificuldade para escutar, zumbido e vertigem. Essas são algumas das principais reclamações dos idosos quando o assunto são as restrições funcionais que passam a enfrentar com o processo de envelhecimento. Problemas que podem afetar significativamente sua interação com a sociedade e qualidade de vida de forma geral. No entanto, o que nem todos imaginam é que a fonoaudiologia pode contribuir e muito para a prevenção e tratamento das alterações provenientes do envelhecimento.
Como explica a professora e coordenadora do curso de fonoaudiologia da Unopar, Juliana Jandre Melo, o processo de envelhecimento se dá como um todo, (cognição, linguagem, pregas vocais e sistema auditivo) e o que mais evidencia essa fase são as alterações da comunicação. Segundo ela, isso restringe a interação social, estimulando o isolamento e levando à depressão.
''A comunicação é a principal possibilidade de o sujeito interagir com o meio ambiente e com os outros. Quando isso é restringido, sua qualidade de vida também diminui'', destaca Juliana.''O problema é que alguns idosos demoram para perceber e aceitar tais dificuldades, o que acaba por afastá-lo do convívio familiar, afetando sua qualidade de vida.''
Ela explica que a origem de muitos distúrbios da voz e da fala encontra-se na desarmonia do nosso sistema neurológico, físico, psicológico e social.''A gagueira, a rouquidão, os vícios de pronúncia, os tremores na voz, a rigidez na articulação, a variabilidade da altura, do tom e de timbre; os transtornos na ressonância e alterações na deglutição, entre outros, podem ser resultados de um funcionamento anormal de um ou de vários dos conjuntos dos sistemas mencionados'', cita.''Daí a necessidade de um diagnóstico fonoaudiológico, a fim de que se possa dar o necessário encaminhamento'', observa.
Juliana salienta que sessões de fonoaudiologia são fundamentais para o tratamento das alterações de linguagem sobre os déficits cognitivos e linguísticos, sobre as desordens da fala quanto à forma e função dos órgãos fonoarticulatórios e sobre os distúrbios do sistema estomatognático (sucção, mastigação e deglutição), resgatando a qualidade física, comunicativa e social do indivíduo. Medidas que podem ser aplicadas antes mesmo que a doença ocorra e, outras, em qualquer estágio da evolução das patologias da comunicação.
Ela acrescenta ainda que simples mudanças de hábitos como adoção de uma alimentação equilibrada, combate ao sedentarismo, acompanhamento médico, manutenção das relações afetivas e sociais e das atividades que favoreçam as interações também são fundamentais na prevenção ou agravamento de problemas como a perda da voz e da audição, e dificuldades para sucção, mastigação e deglutição.
Audição
O envelhecimento do aparelho auditivo, também chamado de presbiacusia, é outro problema que prejudica a capacidade de comunicação. Segundo Juliana, exposição a ruídos, estresse, uso de certos medicamentos e deficiências alimentares são alguns fatores da perda auditiva. A queixa típica do idoso com esse quadro é que escuta, mas não entende o que lhe é dito.


