A asma deve ser bem controlada durante a gestação. O principal objetivo é não entrar em crise. ''O uso dos medicamentos deve ser estimulado durante toda a gestação, já que atualmente são considerados seguros e com mínimos efeitos colaterais. Muitos estudos já mostraram que a asma bem controlada não traz nenhum problema na gravidez'', afirma a pneumologista.
A gestação não muda o curso da asma, nem tampouco a asma muda o curso da gestação. A doença pode permanecer igual, melhorar ou piorar, os sintomas são os mesmos: episódios de tosse, falta de ar e chiado no peito, que pioram durante a noite e com esforços físicos.
A maior complicação que pode acontecer com a gestante asmática, segundo a pneumologista, é a manifestação de uma crise. ''Nenhum medicamento é mais lesivo do que a crise. Devemos lembrar que crise de asma é igual a falta de ar, falta de ar significa não ter oxigênio, o que é muito prejudicial para a mãe e principalmente para o bebê, que é totalmente dependente do oxigênio para se desenvolver adequadamente'', alerta.
Em algumas doenças, as medicações devem ser interrompidas ou modificadas, mas no caso da asma, a interrupção inadvertida da medicação de manutenção pode levar a uma crise tão severa que pode até causar complicações, como a perda do bebê, parto prematuro, baixo peso ao nascimento, entre outras. (Da Redação)

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