As várias fases da ultra-sonografia
As primeiras notícias que se têm da descoberta da ultra-sonografia remontam ao final do século passado. Tudo começou com o estudo do movimento dos morcegos que se guiam pela audição e não pela visão. Em 1912, com o naufrágio do Titanic, pesquisadores tiveram que desenvolver técnicas para localização do navio no fundo do mar, o que significou mais um passo para o aperfeiçoamento do ultra-som.
Mas foi durante a Segunda Guerra Mundial que a ultra-sonografia ser tornou mais conhecida. Foi uma técnica usada em submarinos para detectar a presença de determinados objetos no fundo do mar, recorda o médico Mauro Takeda. Somente na década de 50, o método começou a ser aplicado na neurologia e, depois, na ginecologia, para estudar a posição do feto.
No entanto, o grande passo veio com o surgimento do Doppler, aparelho usado para estudar o sistema circulatório. Antes só era possível visualizar a parte anatômica. O Doppler permitiu também a visualização da fisiologia do corpo humano. Com isso foi possível saber quando o feto está em sofrimento porque, nesse caso, ele joga quase toda a sua circulação para o cérebro como mecanismo de proteção, explica o médico. A ultra-sonografia intracavitária foi outro avanço significativo porque permitiu a visualização de cavidades como vagina, esôfago e ânus.





