As unhas exigem atenção especial
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quinta-feira, 20 de julho de 2000
Da Redação 
Estatísticas mundiais mostram que cerca de 5% do total de consultas realizadas por médicos clínicos gerais são referentes a problemas de unha. Embora não existam dados, sabe-se que a queixa mais comum é a unha encravada. As técnicas cirúrgicas para tratar essa e outras questões relacionadas à unha, foram apresentadas no XII Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, realizado em São Paulo, no início deste mês.
O problema é desencadeado quando a unha começa a entrar na carne nas laterais. No início desse processo, o tratamento pode ser clínico. Um dos métodos utilizado é o clip de unha, uma espécie de aparelho pequeno que melhora a deformidade, informa o médico Cássio Martins Villaça Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
Se não for adotado o tratamento adequado, a unha encrava cada vez mais, até formar o granulona (bolinha no canto da unha), caracterizando um processo inflamatório crônico que provoca dor intensa e sangramento. Quando o problema chega a esse estágio, o mais recomendado é o procedimento cirúrgico que, ao extrair a matriz que fabrica a unha encravada, cura totalmente o problema, explica o dermatologista.
Embora menos incidentes, as manchas escuras nas unhas também merecem a atenção dos especialistas. Segundo Cássio Villaça, se a mancha for causada por uma pinta ou sinal, é necessário recorrer à cirurgia, pois pode transformar-se em câncer. A cirurgia consiste na retirada da unha e, posteriormente, da pinta, que deverá ser submetida a uma biópsia. Depois, a unha extraída pode servir de curativo até que a outra nasça no local, esclarece.
Outro problema muito comum são as micoses que, dificilmente, exigem cirurgia. Somente quando o grau de deformidade for muito alto, afirma o dermatologista. O surgimento de verrugas por baixo da unha também é frequente, principalmente em crianças e jovens. Nesse caso, a cirurgia é indicada dependendo do tamanho da verruga. No entanto, como o problema é de origem viral, não pode haver cortes para não espalhar o vírus. É preciso adotar o método a laser ou com nitrogênio líquido ou, ainda, o bisturi elétrico. Mas, infelizmente, não dá para garantir 100% de cura, pois o vírus pode voltar, ressalta o médico.


