As mil faces do Café
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que suas cabras ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos de uma planta. Ele experimentou os frutos e se sentiu mais vivaz, com mais energia. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava. E assim foi descoberto o café.
Originário das terras altas da Etiópia, o grão difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa. Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra "café" não é vem de Kaffa local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa "vinho", devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe. O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se no século XVI. O grão era utilizado no Oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia e, aos poucos, foi se espalhando pelo mundo, e foi na França que teve a adição de açúcar.
No Brasil, foi somente em 1727 que o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Grão-Pará, lançou-se numa missão para conseguir mudas de café, produto que já tinha grande valor comercial. Para isso, fez uma viagem à Guiana Francesa e lá se aproximou da esposa do governador da capital, Caiena. Conquistada sua confiança, conseguiu dela uma muda de café-arábico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil. O cultivo se espalhou rapidamente pelo país, e nos anos 1950 e 1960 tornou Londrina a capital mundial do café.
Hoje é uma das bebidas mais consumidas no mundo estima-se que são consumidas cerca de 400 bilhões de xícaras por ano. É servido tradicionalmente quente, mas também pode ser consumido gelado. E de várias formas: com leite, chantilly, canela, chocolate, sorvete, licores, frutas e nozes. Seu sabor característico vem sendo usado também em receitas doces e salgadas.





