As mais simbólicas estações de Paris
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quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Renata Reps<br>Agência Estado 
Paris - O livro Próxima Estação, Paris: Uma Viagem Histórica pelas Estações do Metrô Parisiense, do ator e escritor francês Lorant Deutsch (Ed. Paz e Terra; R$, 34,90) foi lançado no Brasil em 2011 e já é bem conhecido dos parisienses. O livro tem até um site hospedado no canal de televisão francesa France 5 (france5.fr/metronome). Na obra, o autor usa as estações de metrô como ponto de partida para descrever a transformação da capital francesa ao longo de dois milênios.
Partindo desta ideia, selecionamos algumas das mais simbólicas estações da história de Paris e demos uma voltinha por seus arredores. Descobrimos lugares que podem passar despercebidos em um passeio turístico clássico, mas que certamente vão incrementar sua visita - esteja você em Paris pela primeira ou pela milésima vez. Pronto para partir? Então cuidado com o vão entre o trem e a plataforma: a viagem está para começar.
O local mais alto
Basilique de Saint-Denis, Linha 13 - Em meados do século 3, quando a cidade de Lutécia era parte do Império Romano, um jovem monge católico veio difundir a fé em Cristo para uma população politeísta e adepta da boemia e dos prazeres da carne. São Denis, considerado o primeiro bispo de Paris, começou a realizar missas em capelas clandestinas subterrâneas. Quando descoberto, teve a cabeça decapitada no monte mais alto da cidade - lugar em que vários tiveram o mesmo destino e que ficou conhecido depois como o Monte dos Mártires, ou Montmartre.
Segundo a lenda, depois de morto, São Denis caminhou com a cabeça debaixo do braço por 6 quilômetros em um caminho que depois foi nomeado Rua des Martyrs - a Rua dos Mártires. Até que ele não mais teve forças e caiu: no lugar de sua queda foram erguidas as bases para o que se tornaria a Basílica de São Denis.
Situada na cidade homônima que fica na periferia ao norte de Paris, a igreja é de uma beleza gótica estonteante, principalmente em seu interior. Grandes vitrais em forma de rosáceas e uma ogiva que reforça a abóbada inundam o edifício de luzes coloridas. Mas o principal tesouro deste local de peregrinação está no subsolo: na cripta da igreja está enterrada boa parte dos reis que governaram o país. Mesmo que as reais ossadas tenham desaparecido durante a Revolução Francesa, os mausoléus desde os primeiros reis francos, passando pelos carolíngios, merovíngios, até a dinastia dos Bourbon, podem ser visitados nesta viagem pela história da França.

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