Se engana quem pensa que para ser it girl é preciso seguir tendências ou viver na mordomia. Ao contrário. Essas meninas gostam de qualidade e artigos de luxo, sabem combinar peças baratas com grifes e entendem também que é preciso traba­lhar para conquistar o que querem.
A stylist e empresária Alice Brunetto é formada em Turismo, mas acabou trocando de profissão. Alice fez pós em Consultoria de Moda, no Instituto Europeu de Design, em Milão, na Itália, e trabalhou durante dois anos na cidade para as marcas Roger Vivier e Blumarine. Voltou para Lon­drina a fim de montar um negócio, e acabou se tornando sócia de Guilherme Andrade, na grife de bolsas Madre Cortes. "Trabalhamos muito. Os dois fazem um pouco de tudo: desde venda, divulgação na internet à criação do conceito de cada coleção", conta Alice.
A representante londrinense dessa nova geração não gosta de ser rotulada. "Na verdade acho esse termo "it" meio esquisito", brinca. Ousada e aquém das tendências, segundo ela, não fica presa em determinados estilos. "Entre tantas possibilidades, o interessante é a mulher criar e não ficar presa em conceitos de moda", afirma.
Para a gerente de vendas da marca de sapatos e acessórios Capodarte, Alessandra Torrecillas, que é considerada uma it girl pelas colegas de trabalho, acredita que o termo também pode ser explicado de ou­tras formas. "Essas meninas, que acabam sendo influência para outras pessoas, têm muita informação de moda e segurança para usar o que acham bacana, sem se importar com marca ou preço. Por isso acabam chamando a atenção", explica.
Para Alexandra, que foi modelo da Elite Models e se formou no Curso da Arte da Moda, o mais importante não é vestir grifes dos pés à cabeça, mas acertar nas esco­lhas. "É preciso aliar bom gosto, ousadia e inteligência", afirma Alessandra, que se considera ‘rata’ de loja de departamentos, mas adora investir em um bom jeans. "Essa mistura traz conceito e personalidade para o look", conta.

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