As cores da natureza
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Celso Mattos 
O último Natal deste século ganha um visual minimalista e natural. Uma volta ao passado. Folhas secas, frutas e legumes desidratados, sementes e cipós, quando usados com criatividade, se transformam em belos arranjos, guirlandas, árvores e presépios. Essa é a nova tendência na decoração natalina: uma reciclagem do que a natureza nos oferece.
Segundo o artista plástico Júlio César Gonçalves, o uso de matéria-prima natural para os enfeites de Natal começou na Europa, há cerca de uns quatro anos, e chegou ao Brasil no ano passado. Entretanto, essa tendência se tornou mais forte neste ano. Na verdade, é uma volta ao passado, quando não se usava material sintético nos arranjos natalinos. Faz parte da onda de nostalgia que está tomando conta das pessoas neste fim de milênio, esclarece.
Mas ele ressalta que a decoração convencional não está fora de moda. É uma questão de preferência, afirma. Júlio César diz ainda que uma outra alternativa é misturar materiais sintéticos com naturais. Em um arranjo de cipó e folhas secas você pode usar, por exemplo, como acabamento, uma fita de material sintético que dá um efeito interessante, ensina.
Ele informa que as melhores plantas para esse tipo de decoração são eucaliptos, pata-de-vaca, sempre-viva, casca de paineira, casca de jatobá, pinheiro, trigo, rosas e pinhas secas. O segredo é saber usar esse material bruto com criatividade, orienta Júlio César, que está usando essa decoração em vários lojas e casas da Londrina.


