A oitava edição da Semana de Moda – Casa de Criadores, que aconteceu semana passada, em São Paulo, mostrou que o evento vem ganhando espaço e projeção. Tanto pela estrutura física – um galpão de 15 mil metros quadrados na Barra Funda – como pelo maior número de jornalistas presentes e, sobretudo, pelas parcerias firmadas com várias empresas. Entre os patrocinadores, a Malwee, o Shopping Villa Lobos e a Âlcantara Machado. Também apoiaram os desfiles A Loja.com, Lycra, MTV, Hotel Normandie, boneca Susi, da Estrela, Red Bull, Tactel, Unifi (produtora de fios de náilon e poliéster) e UOL, além do apoio institucional da Abit.
Na esteira desse crescimento, as coleções ganharam apelo mais comercial – o que é inevitável – mas acabaram perdendo boa dose de humor e irreverência, reconhecidos como as principais características dos estilistas que se apresentam no evento. Com algumas exceções, o que se viu na passarela foram desfiles longos demais e atrasos idem.
As inovações vieram da organização que, em parceria com o Instituto de Pesquisas Datafolha, instituiu avaliações de cada coleção feitas pelo público, imprensa e uma comissão julgadora. O resultado, depois de duas edições, irá determinar a permanência ou a saída do estilista e criar vagas para outros participantes, resgatando, assim, o espaço para novos talentos.
Com esse intuito, André Hidalgo, idealizador da Semana, lançou o Projeto Lab, patrocinando as coleções de seis estilistas novatos, selecionados por uma comissão de renomados stylists nacionais. Afinal de contas, ‘‘sangue novo’’ é vital para que o frisson em torno da moda brasileira não seja apenas mais um modismo. Confira nas páginas seguintes o que rolou nas passarelas do evento.
* A jornalista Rosângela Vale viajou a convite da organização da Semana de Moda.

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