As belas do gramado
Além de participar de esportes que antes eram dominados pelos homens, as mulheres também estão invadindo outras áreas tipicamente masculinas. Quem for assistir aos jogos do Londrina Esporte Clube (LEC) irá ver nas laterais do campo meninas gandulas que mais parecem saídas de alguma passarela de moda. E realmente é de lá que elas vêm. Todas são modelos do CDI, selecionadas para trabalhar com o time.
''A idéia de usar gandulas do sexo feminino partiu do CDI e foi bem aceita pela diretoria do LEC. Além de promover as meninas e o CDI, a presença delas também foi encarada como uma possibilidade de atrair mais mulheres e crianças para o estádio, além de chamar a atenção dos homens, á claro'', diz a assistente de projetos de marketing do CDI, Márjury Helena Nalin. São oito meninas que acompanham a equipe de futebol quando o time joga em Londrina, buscando as bolas para entregá-las aos jogadores.
Antes de começar a trabalhar, as garotas fizeram um curso para aprender as regras do jogo e saber como agir em campo. ''Eu tinha uma noção de futebol, mas não sabia todas as regras. Agora até discuto o jogo e xingo o juiz'', afirma Gabriella Calderon, 17 anos, uma das gandulas da equipe. Para manter a forma e ganhar condicionamento físico todas treinam boxe. ''Mas como também temos o trabalho de modelo, não podemos exagerar para não ficar com músculos'', comenta Pamela Volpato, 14 anos, gandula.
Vestidas de minissaia e blusinha com as cores do LEC, as meninas afirmam que causam certo alvoroço entre os torcedores. ''As cantadas acontecem, mas a gente leva na esportiva. Eles (os torcedores) ficam implorando para São Pedro trazer vento para levantar nossa saia, mas a gente usa um shortinho por baixo'', afirma Pamela. ''E cantada de torcedor é engraçada. Uma hora eles dizem que a gente é bonita, depois, se o time começa a perder, eles xingam e brigam com a gente também'', conta Gabriella. (H.F.)





