Árvore olfativa
Ainda estamos no primeiro semestre, mas a Phebo sentenciou que os produtos mais importantes do ano já foram lançados. São quatro novos perfumes que chegam para completar a árvore das grandes famílias olfativas da linha Perfumaria Fina: Frangipani, Baunilha, Patchouli e Jacarandá. Os lançamentos fazem jus à visão dos primos portugueses Antônio e Mario Santiago, fundadores da marca. Em 1930, a ideia da dupla era implantar no Brasil uma perfumaria de altíssima qualidade. Hoje, as fragrâncias da marca passam por um período de 30 dias chamado descanso controlado, quando as notas olfativas ficam mais intensas e apuradas.
A Phebo utiliza a Árvore Olfativa desenvolvida pela especialista Renata Ashcar, que leva em conta o sistema baseado em famílias e suas subcategorias. As famílias são Floral, Oriental, Aromático, Cítrico, Amadeirado e Chipre. Mas, além disso, vale lembrar que a estrutura de um perfume tem três partes: as notas de topo, as de corpo e as de fundo. "Assim, dois diferentes perfumes, embora tenham uma fragrância em comum, podem estar situados em famílias olfativas distintas. Em nossa classificação, prevalece o bom senso: optamos pela impressão predominante de cada perfume para determinar à qual família ele pertence", ensina a expert.
"Perfume e emoção estão intimamente ligados. Conceitos subjetivos podem definir uma fragrância como doce, amarga, seca, romântica, fresca, forte, sensual, radiante, intensa. Porém, a forma mais adequada de descrever um perfume segue critérios objetivos que exigem certo conhecimento técnico", escreve Renata em seu site Brasil Essência (www.brasilessencia.com.br). Ela também é curadora do Museu de Perfumes, em São Paulo, e autora do Guia de Perfumes, que começou em 2008 a classificar os perfumes nacionais. Depois de cinco anos, ganhou uma nova edição em 2016. (K.M.)





