Agregar valor ao artesanato típico paranaense, transformando trabalhos aparentemente simples em produtos de exportação. Esse é o objetivo do projeto Integrando para Crescer, desenvolvido pelo Sebrae Paraná com um grupo de 60 artesãs das cidades de Goioerê, Campina da Lagoa e Cidade Gaúcha, no norte do Paraná. As comunidades foram incentivadas a aprimorar o artesanato típico feito com tear, bambu e tinta natural. Produtos exclusivos foram desenvolvidos integrando materiais e técnicas. O resultado pode ser visto hoje e amanhã, no Armazém da Moda, em uma mostra aberta ao público. Hoje à noite, comerciantes e artesãos participam de uma rodada de negócios que será intermediada por consultores do Sebrae. Londrina é a terceira cidade a sediar a exposição, que já passou por Maringá e São Paulo. Daqui a mostra segue para Curitiba.
  Coordenadora da mostra, a consultora de design, Patrícia Soriano, explica que o projeto tem cerca de dois anos. Os artesãos organizados em entidades do terceiro setor participaram de oficinas de design e técnicas de vendas. O projeto, além de imprimir sofisticação às peças, fez a integração entre as técnicas. ‘‘Hoje os produtos tem maior proximidade com o consumidor’’, afirma.
  Jogos de mesa são feitos com tear tingido e detalhes em bambu. Também é possível encontrar uma grande variedade de utensílios. Mantas, almofadas, bandejas, revisteiros, suporte para talheres. As associações também trabalham com produtos femininos como bolsas, cangas e echarpes.
  A trajetória de sucesso das artesãs, lembra a consultora, tem início na vida simples de 60 mulheres do interior do Paraná, pertencentes a famílias de baixa renda, mas que tinham talento e criatividade. O projeto adequou peças típicas e finas e integrou as três artes; atualmente as donas de casa são pequenas empresárias que tem uma fonte de renda e mais do que isto motivos de sobra para se orgulharem. As artesãs são divididas em três entidades do terceiro setor: Artegoio (de Goioerê, que produz tear em algodão, aproveitando um dos produtos da agricultura regional); Lagoarte (de Campina da Lagoa, que aproveita o bambu) e Artesiga (de Cidade Gaúcha, que tem um grupo de mulheres que trabalha com tingimento natural). A mostra fica aberta nesta sexta (das 9 às 20 horas) e sábado (das 9 às 18 horas), no Armazém da Moda. A entrada é franca. Fone (43) 3348-0154.

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