Nos três anos que morou em Londres, a artista plástica Cláudia Rezende adorava passear pelas lojas mesmo que não fosse para comprar. Longe de ter rompantes consumistas, o que ela gostava mesmo era de ‘‘fuçar’’ em pequenos estabelecimentos com produtos originais. Ao voltar para Londrina, sentiu falta de algo parecido. ‘‘Há uma tendência global na maior valorização das culturas locais’’, explica Cláudia.
  Há cerca de dois meses ela inaugurou a Objeto Original, que conta com um portfólio de 18 artistas da cidade. Não é uma galeria, mas também não é uma loja tradicional. ‘‘É uma loja plural e multicultural’’, define a proprietária, que vende desde CDs, bijuterias, chocolate, roupas e objetos de decoração. Cerca de 70% têm assinatura de londrinenses, os outros 30% são produtos importados e vêm de lugares distantes como Japão, Índia e Coréia.
  ‘‘Hoje as pessoas estão no mundo mesmo que não tenham saído do Brasil’, explica Cláudia, justificando as informações da televisão e da Internet. Mas antes de conhecer tudo lá fora, olhar para os vizinhos mais próximos também é uma dica valiosa. ‘‘Estou caminhando para ter um acervo grande’’, planeja a artista plástica, que quer aumentar o número de criações locais em suas prateleiras.
  Entre os artistas que participam hoje do projeto de Cláudia estão nomes como Wânia Tibery, Vania Codato e Letícia Marquêz, que criam nos mais diferentes materiais. Vania, por exemplo, faz do papel sua matéria-prima principal. O alumínio, a cerâmica e a madeira são a base de objetos que além de terem estética apurada, também são utilitários. Estão lá as xícaras, as bandejas, as taças e as almofadas.

mockup