Argola
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de abril de 1998
Rosângela Vale Texto e Produção 
Item fundamental entre os acessórios femininos, a argola é o mais básico dos brincos. Versátil, acompanha diferentes looks com sobriedade e sofisticação, de um terninho a um vestido de noite. Tamanha competência garante a ela lugar cativo nas coleções das mais variadas grifes de bijuterias: os modismos vão e vêm, mas a argola continua sempre na crista da onda.
Originário da África, mais especificamente das tribos quenianas, o brinco em formato de argola chegou ao Brasil nos anos 40, ganhando popularidade graças à exuberante Carmen Miranda, que abusava dos modelos grandes. A argola passou por várias fases, mas ganhou bastante força nos anos 70, fazendo parceria com a moda psicodélica da época. Hoje, ela traduz o espiríto fashion do momento, lembra o designer José Teixeira, da grife Controvérsia.
Há argolas de todos os formatos geométricos disponíveis no mercado. Ao contrário do que parece, isso não é um contra-senso. Engana-se quem pensa que argolas são apenas circunferências, elas podem ter formas triangulares, quadradas ou ovaladas. Considero argolas todos os brincos que começam na parte da frente do lóbulo da orelha e terminam atrás, esclarece o designer. Para o inverno, ele aposta nos modelos mais formais para acompanhar a postura simples e prática da estação. A novidade é o banho grafite, um tom próximo da hematita. Ideal para coordenar com o preto e cinza da temporada, observa.
O designer Carlos Sobral, da grife carioca Rita Sobral, destaca ainda os tons de especiarias, vermelho rubi, prata e cobre envelhecidos. A argola dourada é um clássico, fazemos em todas as coleções, diz. Outra tendência forte, segundo ele, são as argolas com detalhes: cacos de resina ou bolinhas de metal pendurados vêm com força.


