A crise que vem afetando a economia brasileira passa longe do setor joalheiro, que em 2003 movimentou US$ 1,5 bilhão nos mercados externo e interno e espera um incremento de 15% para este ano, começando pela 38ª  Feninjer – Feira Nacional da Indústria de Jóias, Relógios e Afins – realizada no início do mês em São Paulo. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a feira movimentou cerca de 90 milhões de dólares em quatro dias, reunindo 150 expositores.
  Em um cenário em que a luz era o único recurso a explorar a beleza do ouro, das pérolas, dos diamantes e das pedras preciosas, designers brasileiros mostraram o talento que está por trás do que se vê em lojas londrinenses como Bergerson, Big Ben, Pelayo, Mona Lisa, Diez & Diez, Sueko, 18 Quilates, Lara Joalheiros.
  Brincos, braceletes, braçadeiras, colares, correntes, pingentes, anéis, enfim, tudo o que seduz pelo brilho e adorna o corpo ganhou texturas inusitadas e design fascinante.
  Não há dúvida que o momento privilegia o ouro branco, seguido de perto de pedras preciosas (de tons pastel aos vibrantes), ouro amarelo, pérolas de todas as cores e formas. A mistura de conceitos e materiais incrementa o design dos metais com aço, silicone, borracha, tecido, couro e chamois, em amarrações que vestem o corpo da mulher feito tatuagens. A onda vintage, dos anos 20, 30 e 40, que também dita a moda das passarelas, trouxe de volta as jóias barrocas.
  Tão em alta nas roupas, a customização dá origem às jóias cambiáveis, que podem ser montadas/aumentadas/diminuídas de acordo com o estilo e a ocasião.
  Adorno um tanto desprezado durante a explosão da moda clean, a jóia recuperou a atenção de estilistas nacionais e internacionais nas últimas temporadas. Seduzidos pelo brilho dos metais e pedras preciosas, Lino Villaventura e Fause Haten criaram coleções e dão assessoria a grandes fabricantes. n
  A jornalista Angela Raizer Barbosa viajou a convite do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM)

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