APRENDIZAGEM - Reforço escolar: quanto antes, melhor
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Cedo ou tarde, é normal que o aluno apresente algum tipo de dificuldade, seja em uma matéria ou várias. Com a nota baixa, é comum os pais se questionarem se é hora de procurar ajuda ou se é algo passageiro, que se resolverá no próximo bimestre. Para a escola, o quanto antes o aluno tiver apoio melhor será, tanto em termos de notas quanto da aprendizagem, por isso os professores ficam atentos ao rendimento de cada um.
Segundo a diretora da Escola Pio XII, irmã Ivanil Ferreira da Rosa, a partir do momento em que o professor percebe a dificuldade do aluno, a instituição encaminha uma carta para os pais, convidando para o reforço pedagógico. As atividades de reforço são oferecidas um hora antes ou depois da aula regular e é a professora da turma quem acompanha o aluno. "Nos casos em que a dificuldade é maior recomendamos um professor particular. Também podemos fazer um grupo de reforço escolar, no contraturno", explica.
A recomendação da diretora é que as aulas de reforço ou particulares sejam iniciadas assim que a dificuldade for percebida, para que o aluno não perca tempo. Ela reconhece, no entanto, que alguns pais ainda relutam em buscar auxílio logo. "Alguns (pais) acham que é difícil trazer os filhos fora do horário", destaca.
Para melhor aproveitamento dos alunos, irmã Ivanil aponta a importância do diálogo entre o professor particular e a escola, para que este saiba qual a metodologia utilizada, de forma a auxiliar melhor os alunos.
Larissa Calsavara, professora de matemática, psicopedagoga e proprietária da Gabarito Aulas Particulares, concorda com essa troca de informações. Segundo ela, é grande a procura por aulas particulares, principalmente ao longo do ano, mas o cenário vem mudando. "Há uns três anos tem aumentado a procura no início do ano", explica.
Segundo ela, em alguns casos, é possível que o aluno consiga passar de ano, mas não irá conseguir aprender o conteúdo, que fará falta no ano seguinte. "As escolas indicam mais no começo do ano, principalmente para aqueles que passaram pelo 'Conselho'", conta.
Larissa diz que a indicação de contraturno ou aulas particulares depende muito da dificuldade que o aluno apresenta. "O contraturno é válido para o aluno que assume o compromisso de participar da aula, mas para quem vai 'apenas por ir', não vale a pena. Às vezes o aluno precisa de um professor do lado, orientando o estudo. Para o sucesso das aulas particulares, é fundamental que o aluno crie um vínculo com o professor, que haja essa troca de informações com a escola e que o aluno esteja comprometido em aprender", explica.



