Aprender uma língua estrangeira sem cruzar oceanos ou ter de morar em outros países com o privilégio de falar o idioma escolhido fluentemente, rico em vocabulário deixou de ser um sonho impossível. Além do estudo e da dedicação do aluno, outro 'segredo' está no sucesso dos novos métodos - tecnológicos ou não - e programas utilizados pelas escolas de línguas.
Capazes de impulsionar ainda mais o aprendizado, os cursos colocam em cena acessórios como skype, aulas de imersão, peças musicais, entre outras alternativas que tornam o estudo mais atraente.
Na High School Language Center, além do aprendizado com livros e professores em sala de aula, crianças, adolescentes e adultos mergulham no inglês por meio de um espetáculo musical, com ensaios que duram uma hora e meia, duas vezes por semana.
''Implantamos o método neste ano, é uma extensão do curso de línguas, uma maneira diferente de ensinarmos o inglês. Os alunos aprendem coreografias, cantam e dançam. É uma forma mais completa de trabalhar o idioma. Eles escolhem se querem ou não participar, não é obrigatório, mas a maioria participa e gosta muito'', diz Cristopher Whitt, proprietário da High School. Segundo ele, já é possível perceber que o aproveitamento do aluno é superior aos dos métodos tradicionais por pemitir mais interação, não ser algo repetitivo. ''Saímos da rotina. O aluno precisa ter contato com a língua. Os métodos diferentes ajudam os alunos a pegarem gosto pelo idioma aprendendo mais rápido. Mas sempre digo que quem gosta aprende, quem não gosta fica difícil'', observa.
Outra metodologia é o programa de imersão, no qual o conteúdo das aulas de inglês e espanhol são focadas no que o aluno quer e precisa. Esse é um diferencial que há nove anos traz pessoas de todo Brasil para a College. Tendo os princípios da andragogia - que possui como pilares a necesssidade de saber, autoconceito do aprendiz, papel das exeriências, prontidão para aprender, orientação para aprendizagem e motivação - têm resultados rápidos e de grande aproveitamento, segundo Claudia Pereira Taha, diretora financeira da escola.
''Os resultados são rápidos e as metas são definidas com o aluno. São 10 horas de aula por dia, com zero de português. Só se fala inglês ou espanhol o tempo todo. Este aluno faz uma imersão dentro do que precisa, do que é seu foco. Mas ele pode fazer no mínimo três dias seguidos e no máximo por duas semanas. Temos muita procura por parte de executivos, pessoas que trabalham com agronegócio, profissionais liberais. As aulas práticas são conciliadas com a parte teórica e gramatical'', explica Claudia, lembrando que aulas por skype é outro método que vem crescendo com o passar dos anos.
Concluindo sua segunda semana no programa de imersão, o engenheiro agrônomo Leonar Trombini está satisfeito com os resultados que obteve nesses 15 dias, com 10 horas diárias de dedicação à língua, que ele colocou como prioridade dentro e fora do trabalho. Há sete meses ele também se dedica ao método de aprendizado convencional.
Funcionário de uma multinacional, ele considera o programa de extrema importância e fundamental para o enriquecimento do vocabulário e da conversação.
''Esse programa está muito próximo da realidade dos países que falam o inglês. Estou aprendendo muitas gírias, gramática, compreendendo o que as pessoas falam comigo ao telefone, o que ouço na TV. Tenho professores com vários sotaques e isso me faz compreender o inglês mais e melhor, encurtando o tempo necessário ao aprendizado quando comparado às aulas em sala.'' Vou usar o idioma no meu trabalho, realizando reuniões, vídeo conferências, mas também em outros momentos, como viagens, por exemplo. O investimento está sendo baixo pelo retorno que estou tendo'', comemora.

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