Aplicativos atendem alunos de todas as idades
Glaufer Nobre Gomez Duarte tem 19 anos, cursa Odontologia na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e não tem tempo para fazer um curso em escolas de idiomas, já que sua graduação é integral. Como já tinha estudado inglês dois anos em escola regular, a opção foi continuar o curso pela internet. Atualmente ele tem uma conta no Duolingo, um site gratuito onde o aluno pode aprender inglês, espanhol, francês ou italiano, e também possui um cadastro no Inglês sem Fronteiras, um programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do governo federal.
"Meu tempo é curto, meu curso é integral, então decidi fazer as aulas pela internet porque não queria ter mais uma aula a noite. Tenho um cronograma para seguir. Esse da Capes, por exemplo, é muito sério. Se você ficar mais de 15 dias sem entrar você perde o acesso". O jovem ressalta que é necessário disciplina e interesse para estudar sozinho. "Para entrar no curso do Capes você precisa fazer uma prova de 200 questões, que é para saber em qual nível você está. Eu demorei quase quatro horas para fazer a prova. Não é todo mundo que faria a prova somente para começar esse curso on-line", salienta. O curso do Inglês sem Fronteiras tem cinco níveis, e Glaufer está no terceiro.
Já no site Duolingo, e em outros semelhantes, o universitário também estuda inglês, mas já se aventurou pelo russo, alemão, italiano e francês. "Agora resolvi dar prioridade ao inglês, mas vou querer continuar o curso de francês, que foi o que eu mais gostei", diz. Ele afirma ainda que tira de meia hora a uma hora por dia para se dedicar aos estudos do outro idioma.
O gerente de call center da Trucks Control, Willian Shinji, de 28 anos, faz aula regular de inglês quatro horas por semana, mas usa há um ano o aplicativo Paltalk para treinar a língua em seu tempo livre. "O aplicativo Paltalk permite que você converse com pessoas que também estão estudando inglês, então você desenvolve sua audição e fala. Meu inglês melhorou muito", garante. Apesar de ser um serviço de "bate-papo", não existe bagunça na hora da conversa. "A sala é moderada por professores aposentados americanos, e tem uma ordem. Você tem um recurso de 'levantar a mão' e o moderador abre seu microfone para falar, e então você pode discutir um assunto, se apresentar e conhecer as outras pessoas, melhorando seu nível do idioma", explica
Shinji afirma que com a ferramenta acaba tendo contato com pessoas do Vietnã, Camboja, China, Japão e África, entre outros. "É proibido falar outra língua que não seja inglês, e o mais legal é ter contato com os sotaques diferentes". O gerente precisa saber falar bem a língua porque parte do produto oferecido pela empresa em que trabalha, um sistema de rastreamento de veículos por satélite, é feito no Canadá e na Inglaterra. "É uma necessidade, por isso uso o aplicativo pelo menos seis dias por semana", finaliza. (P.B.O.)





