Aos 24 anos, a jornalista Natália Ferreira de Freitas se prepara para enfrentar o primeiro grande desafio profissional da carreira. No final de julho, ela embarca para a Holanda, onde trabalhará na Atuna, uma empresa mundial de transações no mercado de atum. Ao lado de um holandês e um indiano, Natália será responsável pelo conteúdo do website da corporação. Também vai interpretar dados, produzir gráficos e colocará no ar uma web TV.
  A jornalista conseguiu a oportunidade através da Aiesec, uma rede global formada por estudantes universitários cujo objetivo é promover intercâmbios de trabalho para jovens profissionais ou estudantes dos últimos anos da universidade. De acordo com Marcelo Martinez, estudante de administração e coordenador de comunicação e informação da Aiesec em Londrina, a organização busca viabilizar intercâmbios e também desenvolver liderança nos jovens que trabalham na sede. ‘‘São os próprios membros que traçam sua rota na Aiesec’’, explica, acrescentando que, para ingressar na rede, é preciso passar por um processo seletivo.
  Resiliência, boa comunicação e habilidade em conhecer o próximo são alguns potenciais analisados em estudantes interessados em realizar o intercâmbio ou trabalhar na organização. Os programas no exterior abrangem quatro madalidades: gerencial, no qual o jovem trabalha em uma empresa de sua área de formação; tecnológico; desenvolvimento, que envolve trabalho voluntário em ongs; e educacional, para dar aulas de línguas em outro país.
  Com excessão do intercâmbio de desenvolvimento, todos os outros incluem pagamento de salário. Além disso, membros do Aiesec do país de destino se responsabilizam por viabilizar moradia e a estrutura para que o intercambista possa se estabelecer com todas as condições necessárias. Os programas duram de dois a 18 meses.
  Prestes a viver sua segunda experiência no exterior – Natália participou de um programa de High School aos 17 anos –, a jornalista pretende, através do trabalho no mercado de atum, entrar em contato com organizações ambientais como Greenpeace e WWF. ‘‘Quero me especializar nessa área’’, planeja. Segundo ela, o incentivo da família é fundamental para dar segurança à decisão de morar fora do Brasil. ‘‘Meus pais dão muita força para que eu participe do programa. O apoio deles é fundamental’’, reconhece. (C.A.)
Serviço: as inscrições para o processo seletivo da Aiesec estarão abertas de 4 a 11 de agosto, na sala 407 do Cesa, na Universidade Estadual de Londrina (UEL)

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