A professora de italiano e yoga Maria Tereza Cavalcanti Pocker Balarotti, 44 anos, aprendeu a gostar de incensos ainda na infância, com a avó. ''Ela queimava no dia de Ramos e me dizia que era para purificar o ambiente. Eu achava aquilo o máximo'', conta ela.
O interesse se transformou em uso quando ela descobriu a yoga, com 25 anos de idade. Desde então, a professora garante que queima várias varetas durante o dia. ''Por mês gasto uma média de 250 incensos, tanto na minha casa quanto durante nas aulas de yoga'', afirma. A fragrância preferia é o sândalo que, segundo Maria Tereza, ajuda a acalmar a mente e remete à calma da natureza.
''Mas também gosto de experimentar outros perfumes. Quando queimo um incenso mentalizo a dissolvição de energias densas do local. Principalmente durante as aulas de yoga, ele ajuda a encontrar a quietude necessária para meditar e leva ao auto-conhecimento. O mundo hoje está tão frenético que é importante a gente sossegar a mente um pouco'', comenta.
Para o coordenador de vendas João Paulo Silva Silvestre, 25 anos, além de limpar o ambiente energeticamente, os incensos também têm boas utilidades práticas. ''Eles deixam um cheiro gostoso no lugar e os de citronela espantam os mosquitos. Sempre que vou acampar ou mesmo no meu serviço uso essa fragrância para eliminar os insetos. Não posso passar em frente a uma loja que venda incensos que entro para comprar'', diz.
Outro local em que João costuma queimar as varetas é no carro. ''Como eu fumo, o carro fica com um cheiro ruim de cigarro. Não gosto desses produtos próprios para automóveis e descobri que a fumaça do incenso fica no tecido e deixa um cheiro suave. Além disso, o incenso, principalmente o de patchouli, me acalma. Sempre queimo incensos na minha casa, no trabalho e no carro'', garante. (Herika Fondazzi/Reportagem Local)

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