Férias é uma palavra mágica. Afinal, não existe coisa melhor que deixar os problemas para trás, fechar as malas e partir para o mundo. Mas se o seu sonho de viajar para o exterior está sendo ameaçado pelos constantes aumentos do dólar, um livro que acaba de ser lançado pode ajudar em muito os turistas que estão mais em busca de aventura que de conforto. ‘‘Viajando o Mundo com US$ 7,50 por Dia’’, escrito pelo professor de Matemática Jossano Saldanha Marcuzzo, de 27 anos, traz dicas interessantes para uma viagem econômica.
O autor conheceu 15 países durante dois anos e afirma ter gasto apenas essa quantia diária para comer, dormir e passear. Para isso, Jossano Marcuzzo ensina que é preciso planejar muito bem a viagem e dispensar o conforto. ‘‘Poucas pessoas sabem, mas em alguns países da Europa, como a Holanda, as companhias aéreas vendem passagens no último minuto antes do embarque. Os lugares vagos nos vôos são anunciados por até metade do preço. Se você quiser economizar, arrume as malas e fique no aeroporto à espera de uma boa oportunidade’’, revela o autor.
Ele sugere ainda que em vez de optar por ônibus de turismo para fazer o trajeto entre cidades ou países, o ideal é preferir trens. ‘‘Os passes ferroviários dão direito a viajar pelo continente todo por apenas 400 dólares. Os trens são bastante seguros e oferecem um certo conforto’’. Mas quem tem espírito de aventura e quer gastar o mínimo possível pode seguir a trilha do autor que viajou de carona em muitos países.
Pratos populares Jassano Marcuzzo conta que muita gente acha que os albergues são a maneira mais econômica de se hospedar em viagens internacionais. ‘‘Não é verdade. Por incrível que pareça, é possível encontrar um quarto mais barato, pagando em média 10 dólares. Nos guichês de informação de cada cidade, os atendentes sempre fornecem uma relação das hospedagens mais em conta. Existem opções limpas e aconchegantes’’. Outro segredo que ele revela no livro é com relação à alimentação: ‘‘Dê preferência pela comida mais popular do país. Além de sair mais barato, pode ser uma experiência cultural. Na Inglaterra, por exemplo, uma boa dica é o fish and chips (peixe com batatas fritas). Na França, são os crepes e as baguetes com queijo brie’’, escreve ele.
Outro livro fundamental para quem quer fazer uma viagem planejada é ‘‘Viaje na Viagem’’, de Ricardo Freire, jornalista que trabalhou nas revistas ‘‘Vip’’ e ‘‘República’’. O livro é resultado de 15 anos de viagens, em todas as classes e para todos os tipos de lugares. Além de dar várias dicas, o livro proporciona uma leitura muito divertida. ‘‘Toda viagem é uma extravagância. Seja você pobre, remediado ou rico, viajar sempre significa viver temporariamente muito além de suas posses. Multiplique a diária do seu hotel por 30, e você vai ver que na vida real nunca poderia pagar isso tudo de aluguel’’, escreve Ricardo Freire.
Para tornar a leitura mais agradável, o autor batiza as viagens com nomes estranhos: Viagem Buffet – é aquela em que o turista quer experimentar de tudo um pouco e de uma vez só. Viagem Rodízio – é aquela em que o turista se serve do maior número de variações sobre o mesmo tema até se enfastiar e a Viagem Pizza, é aquela em que você chega, desembarca, fica, e só entra de novo num avião na hora de voltar para casa. É a viagem de um prato só. Para cada uma dessas viagens, o autor dá uma sugestão de roteiro com duração e distância de percurso. Por exemplo, de Roma a Nápoles são 230 quilômetros, em 50 minutos de vôo ou duas horas de trem.
Direitos Para conhecer melhor seus direitos de passageiro, o ideal é ler ‘‘Take Off’’ (expressão em inglês que significa ‘‘decolagem’’), escrito pela agente de viagem Nádia Christopoulo, com mais de 10 anos de experiência no ramo. O livro não é literatura, mas um manual no qual a autora ensina como você deve proceder caso chegue no aeroporto e sua reserva esteja cancelada e quais são seus direitos em caso de extravio de malas. O livro também traz orientações como, por exemplo, grávidas com mais de sete meses de gestação devem portar atestado médico.
A autora aconselha ainda a checar a legislação do país para onde você está indo. Além do visto, muitos exigem certificado de vacinação de febre amarela, como a Austrália. E, em vôos internacionais, o ideal é chegar ao aeroporto com, no mínimo, três horas de antecedência para evitar surpresas desagradáveis de última hora.
Serviço: ‘‘Viajando o Mundo com US$ 7,50 por Dia’’, Jossano Saldanha Marcuzzo, editora Scortecci, 202 páginas; ‘‘Viaje na Viagem’’, Ricardo Freire, editora Mandarim, 330 páginas e ‘‘Take Off’’, Nádia Christopoulo, editoria Enjoy, 144 páginas.

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