Não são apenas as mulheres que devem se preocupar com o câncer de mama. Tutores de gatas e cadelas também devem examinar os animais para diagnosticar precocemente a doença e assim facilitar o tratamento.
O médico veterinário e professor da Unopar, Weslem Garcia Suhett, explica que pelo menos uma vez ao mês é importante fazer o exame. "Quando estiver brincando com o animal, o proprietário deve palpar as glândulas mamárias e ao perceber qualquer caroço ou volume deve levar ao veterinário para avaliação", diz.
Dependendo do quadro serão necessários exames complementares e quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil o tratamento e menos complicações. O profissional ressalta que, assim como em humanos, o câncer em animais também pode gerar metástase e se alojar em outros órgãos.
Entre os fatores que predispõem ao câncer de mama estão os anticoncepcionais injetáveis. "Eles aumentam em 70% as chances e apenas uma única dose já pode causar problemas, por isso a castração é muito importante. Tanto é que, a não castração precoce, antes do primeiro cio, também é um fator para o câncer de mama nos animais. As cadelas devem ser castradas por volta dos 5 ou 6 meses de idade e as gatas um pouco antes, aos 4 ou 5 meses", destaca Suhett.
Outros fatores como o ambiente, a genética e a alimentação também influenciam no aparecimento da doença. O veterinário recomenda que sempre que possível se compre rações premium e em embalagens fechadas, para não haver risco de contaminação por insetos e roedores. Entre as raças caninas mais predispostas ao câncer, o boxer é uma delas.
Mesmo fêmeas castradas podem desenvolver câncer de mama, por isso o tutor deve ficar atento e pedir um exame na visita anual ao veterinário. Suhett destaca que a doença é mais agressiva nas gatas do que nas cadelas, e por isso o cuidado deve ser maior com estes animais.
Dependendo do estágio da doença é recomendada a mastectomia, ou seja, a retirada da cadeia mamária. Quimioterapia e radioterapia também são tratamentos indicados dependendo do caso.
A cadelinha Minie, uma lhasa apso de 2 anos, já está acostumada a ser examinada, já que sua tutora, Allana Sanches, é estudante de veterinária. "Ela também sempre vai ao veterinário, em média a cada seis meses. Temos que ficar atentos", explica.

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