No caso dos animais silvestres ou exóticos, cada espécie exige um cuidado especial. Cristiane Sella Paranzini, veterinária e professora da disciplina de animais silvestres na Unopar, explica que os animais cuja criação depende de licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) precisam de autorização para transporte, fornecida pela Polícia Ambiental mediante apresentação do atestado de saúde fornecido pelo veterinário. Já os animais que não precisam de autorização do Ibama para serem criados em cativeiro necessitam apenas do atestado de saúde.
"É possível levar esses animais na viagem, mas o ideal é deixar em casa, principalmente as aves. O maior cuidado é com doenças; a ave pode estar contaminada mas não ter sintomas e acabar passando para outros pássaros. Se for levar, cuidado com a temperatura do carro, já que são animais bastante sensíveis à mudança brusca de temperatura. Nas viagens de ônibus ou avião, veja as exigências de casa companhia aérea", recomenda Cristiane.
Já os répteis, segundo a especialista, são mais fáceis de manejar. O único cuidado é levar todos os apetrechos do animal, como o aquecedor, dependendo do destino.
"Se a opção for deixar em casa, recomendo que a pessoa responsável pelos cuidados seja alguém que já conheça o bicho. Esses animais não demonstram tão facilmente quanto o cão ou gato que não estão bem de saúde e se a pessoa não estiver acostumada com a rotina, pode passar despercebido. No caso das aves, por exemplo, é comum irem para o fundo da gaiola e pararem de comer. Outra recomendação importante é deixar o nome e o contato do veterinário. Informar o profissional de que você irá viajar e quem irá tomar conta do animal durante a sua ausência também é recomendável", diz. (E.G.)

Imagem ilustrativa da imagem Animais silvestres exigem cuidados especiais
Répteis são mais fáceis de manejar; único cuidado é levar todos os apetrechos do animal ao destino
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