Angústia e diagnóstico
Dificuldades em atender corretamente as instruções de professores e a demora para atender quando era chamado foram os alertas para que a mãe procurasse um atendimento especializado para o filho, então com 5 anos. Ambos (mãe e filho) não serão identificados na matéria, a pedido da mãe, para evitar constrangimentos e possíveis rotulações à criança.
Ela conta que começou a perceber que tinha algo errado com o menino no ano passado. ''Eu tinha que chamá-lo de duas a três vezes para que ele me atendesse'', conta. ''Fiz audiometria mas o resultado do exame apontou que a audição dele era normal''.
A angústia da mãe foi a mesma que, provavelmente, muitas outras vivem ao perceber que algo não vai bem com seu filho. ''É muito difícil. A gente pensa que o filho da gente tem alguma deficiência mental. É triste pensar que seu filho não é como os demais'', afirma.
Este ano professora da escola chamou a atenção da mãe para o fato de o menino parecer não entender o que ela falava. ''Ela disse que ele poderia ter algum problema de audição. Eu expliquei que já tinha feito audiometria e que o resultado foi normal'', conta.
A professora de natação também notou que algo não ia bem. ''Ela disse que ele não se concentrava. Ela dava uma orientação e ele fazia outra coisa'', afirma.
Amiga da fonoaudióloga Márcia Bongiovani, a mãe comentou com a profissional os problemas que vinha enfrentando com seu filho e foi orientada a fazer o exame de Processamento Auditivo Central.
O exame apresentou Desordem do Processamento Auditivo Central em grau leve. ''Agora estou bem mais tranquila, ele vai começar o tratamento (fonoterapia). É só treinar essa habilidade que o problema será corrigido'', conta a mãe. Ela levou o laudo do exame do filho para a professora para que ela conhecesse o problema e também alertar para a possibilidade de outras crianças que apresentam dificuldades no processo de alfabetização terem DPAC. (E.P.)





