Quando se fala em aneurisma cerebral, o que mais preocupa é o fato de ela ser uma doença silenciosa. Qualquer um pode ter uma bomba-relógio dentro da cabeça e não saber. Foi o caso, por exemplo, do escritor Ignácio de Loyola Brandão. Recentemente, ele descobriu que era portador da doença após sofrer uma crise aguda de dor de cabeça.

Dorico da Silva‘‘O único tratamento para o aneurisma é a cirurgia’’, afirma o neurologista Breno FerrazDepois de conviver um mês com a morte iminente, o escritor se submeteu a uma cirurgia bem-sucedida. Para registrar os dias de sufoco que passou, ele escreveu o livro ‘‘Veia Bailarina’’, que conta os 30 dias que conviveu com uma minúscula bolha de sangue que se formou nas artérias do cérebro e que podia se romper a qualquer momento.
Segundo o médico neurologista Breno Ferraz, o aneurisma é uma dilatação anormal localizada, geralmente, na bifurcação das artérias da base do cérebro. ‘‘É semelhante a uma bolha que pode se romper e causar uma hemorragia cerebral’’, informa o médico, ressaltando que o aneurisma é de origem congênita, porém não familiar. ‘‘Existem pessoas que têm uma predisposição em desenvolver a doença’’. Os aneurismas medem em torno de 10 a 15 milímetros. ‘‘Os menores são mais agressivos e se rompem com mais facilidade do que os maiores’’, acrescenta o neurologista.

mockup