Anestesia eletrônica
Angela Raizer Barbosa
Qualquer cirurgia, seja ela de grande ou pequeno porte, envolve anestesia e uma série de riscos que, com certa frequência, compromete cirurgiões e anestesistas em denúncias de erros médicos. Como o que aconteceu há mais de dois anos com a modelo Claudia Liz, e, mais recentemente, com a paciente que morreu por uma possível sobrecarga de anestésico, em Porto Alegre. Parte desses problemas poderá ser evitada com a introdução de um aparelho eletrônico para aplicação de anestesia, lançado no final do mês passado, em São Paulo. O equipamento foi apresentado aos especialistas que participaram da Jornada Paulista de Cirurgia Plástica.
O cirurgião plástico José Roberto Fróes da Motta explica que esse aparelho, além de controlar o volume de anestésico, utiliza agulhas com furos em 360 graus, com uma abrangência de área anestesiada 12 vezes maior em relação às agulhas convencionais. Antes eram necessárias necessárias várias picadas no local a ser operado. Com isso, apesar de a seringa tradicional apresentar as marcações do anestésico aplicado, é muito difícil mensurar com exatidão o volume do líquido introduzido em cada furo, diz.
No caso de uma cirurgia plástica de nariz, em que é utilizada a anestesia local, no método tradicional são necessárias 9 picadas para o anestésico abranger a área a ser operada. Com o aparelho eletrônico, bastam três picadas. Os furinhos na agulha se encarregam de espalhar o líquido de forma controlada, explica José roberto Fróes da Motta.





