É preciso ter consciência de que malhar em excesso não é garantia para se conseguir um muque volumoso. Há um limite genético para o desenvolvimento muscular. Pesquisas indicam que de cada 10 pessoas que levantam peso, apenas cinco se tornarão musculosas a ponto de fazer diferença notável. ‘‘Esse fator genético pode abrir caminho para o uso de hormônios derivados da testosterona que não podem ser usados na fase de crescimento que vai até os 17 anos’’, alerta o médico endocrinologista Júpiter Viloz Silveira.
Segundo ele, esse hormônio aumenta a idade óssea e acelera o fechamento das áreas de crescimento. ‘‘O homem fica parecendo um anão de circo, musculoso e baixo’’. Para Júpiter, depois da fase de crescimento, o uso de anabolizante pode ser usado, mas com prescrição e orientação de um médico endocrinologista. ‘‘O perigo é que pessoas não especializadas estão indicando anabolizantes via oral e injetável em doses altas e por tempo indeterminado. Isso pode causar câncer de mama e de próstata, além de problemas na produção de espermatozóides pelos testículos e causar diabetes’’, avisa.
De acordo com o médico, atualmente, o hormônio de crescimento é a vedete dos anabolizantes. ‘‘Ele diminui a massa gordurosa e aumenta a massa magra. Em excesso, causa uma doença chamada acromegalia que é o crescimento da testa, do queixo, das mãos e também dos órgãos internos como coração e fígado. Apesar de seu uso ser proibido pelo Comitê Olímpico, seu consumo é comum nas academias das grandes cidades. Ele só não é mais usado porque é muito caro’’, observa o médico.
‘‘Esse hormônio só deve ser usado no tratamento de crianças que têm problemas de crescimento, mas com prescrição e orientação médica, jamais por motivos meramente estéticos’’. Para o jovem que pratica musculação e não consegue resultados satisfatórios devido ao seu fator genético, Júpiter aconselha a procura de um médico endocrinologista para que ele possa fazer uso de hormônios na dosagem correta. ‘‘Até a dieta alimentar dele deve ser orientada por um endocrinologista e não por um professor de Educação Física ou por um médico clínico geral’’, alerta o Júpiter Silveira. (C.M.)

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