Amores diferentes
Mãe de Marcela, de 5 anos, e à espera de Matheus, que deve nascer dentro de três meses, a fonoaudióloga Daniele Ziober Sborgi não tem dúvidas em chamar os três cães e os dois gatos da família de filhos, que também são vistos como netos e sobrinhos pelos parentes.
"São amores diferentes, mas as necessidades são parecidas. Crianças e animais dependem de você, os bebês não falam, assim como os bichos, e ambos precisam que alguém os limpe, alimente, cuide. Se tivesse que definir, diria que para os bichos você dá metade do coração, porque sabe que eles irão partir antes de você. Já para os filhos a gente dá o coração inteiro, porque em tese eles irão depois."
Protetora de animais há 20 anos, Daniele reforça a responsabilidade em adotar um animal e conta que jamais abriria mão de um bicho, já que todos podem conviver em harmonia. "A Marcela teve alguns problemas e o pediatra mandou eu me desfazer dos bichos, mas eu me neguei. Mantive todos com o banho em dia, a casa limpa e depois de um tempo ela se acostumou, hoje não tem mais problema nenhum. Quando ela começou a andar eles andavam ao lado dela, não a deixando cair e servindo de apoio. A inocência das crianças e dos animais é muito semelhante", avalia.
Para ela, o resultado da pesquisa não é nenhuma surpresa e mais uma vez comprova a importância da participação dos pets no tratamento aos doentes. "Há quanto tempo se recomenda que pessoas com depressão tenham um cão ou um gato?" (E.G)






