Muito já se falou sobre amizade. Os versos da música mais do que decorada e que dizem que ‘‘amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito’’ já se tornaram clássicos e até mesmo clichê, principalmente em épocas de formaturas. Mas, mais importante do que se diz, é o que se sente.
É o tal sentimento forte que liga as amigas desde os meigos dias do jardim de infância. Acha exagero alguém fazer um amigo para sempre logo no maternal? Não é o que dizem Renata e Milena Zancopé, Fernanda Canziani, Manuella e Isabella Prandini Pereira e Renata Viotto. Apesar dos seus 20 e pouquíssimos anos, elas são amigas há quase duas décadas e, pelo jeito, com fôlego para muito mais.
A novidade em tantos anos de amizade foi o primeiro casamento da turma. Renata Zancopé se casou no finalzinho do ano passado e, é claro, que não poderia faltar um ‘‘ritual amigo’’ antes do ‘‘sim’’. As seis se reuniram no dia do casamento – fazendo acrobacias para dar conta da agenda atribulada entre cabeleireiros, maquiadores e manicures. Tudo para dar forma a uma simpatia antiga, que dizem ser tiro e queda: escrever o nome de cada uma no vestido da noiva para dar sorte num casamento próximo. Mesmo que elas afirmem que não estão assim tão entusiasmadas para se casar tão cedo.
‘‘Vou puxar todo mundo’’, garante Renata, que também foi a primeira a namorar. ‘‘Foi por causa da Renata que nós começamos a viajar com os namorados’’, lembra Isabella.
Referência tanto para os pais das amigas quanto para elas – sim, agora ela é uma mulher casada –, Renata Zancopé aproveita o novo status para ‘‘classificar’’ a turma. ‘‘Renata Viotto é a extrovertida, Isabella, a detalhista, Manuella, a zen, Cecília, a esquecida, Fernanda, a chique’’, dispara.
Na reunião-ritual momentos antes do casamento, duas amigas não puderam comparecer. ‘‘A Cecília não conseguiu pegar o vôo e a Graziela está trabalhando na Turquia’’, contam.
E na era cibernética, os e-mails trocados não deixam ninguém de fora de todos os acontecimentos. ‘‘A Graziela me escreveu uns 10 e-mails só esta semana’’, explica Renata Zancopé. ‘‘Ficamos uns dois ou três meses sem nos encontrar e quando nos encontramos é como se a gente se falasse todo dia’’, conta Isabella, que mora em São Paulo com a irmã Manuella.
‘‘Nós todas somos como irmãs. Brigamos muitas vezes, mas depois de cinco minutos já estamos de bem’’, garantem. Além disso, as amigas também sempre puderam contar com uma ‘‘patrocinadora da nossa amizade’’, como dizem. ‘‘É a tia Cidinha (mãe de Isabella e Manuella), que nos levava todos os anos para a praia e para a fazenda’’, lembram.
As viagens sempre foram um reforço extra na forte ligação das amigas. ‘‘Mas viagem sem a Renata Viotto é sem graça’’, avisa a xará Zancopé, que escolheu suas sete madrinhas entre as amigas da turma.
Mas engana-se quem pensa que só as antigas amigas do maternal participam das reuniões, trocam confidências e dão palpites. Fernanda Canziani entrou para a turma por conta do namorado que é amigo de infância do marido de Renata. Ou seja, no final, tudo é amizade. E das boas.

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