Quando esteve no Brasil, cerca de dois anos atrás, o filósofo francês Gilles Lipovetsky lembrou que os biquínis brasileiros tinham se tornado objetos de luxo mundo afora. Já naquela época, as minúsculas duas peças chegavam a custar US$ 300 apenas por terem a etiquetinha Made in Brazil e com ela, todo o know-how-anos-de-praia conquistados pelas grifes nacionais.
Mas se o exterior descobriu primeiro o luxo nos biquínis e maiôs verde-amarelos, os próprios conterrâneos estão olhando diferente para a moda praia. Tanto que as mais recentes coleções apresentaram tecidos nobres e até jóias como adereços. Argolas douradas viram arremate tanto nos tops quanto nas calcinhas - que depois do verão passado generoso nas proporções, voltaram a ficar tamanho PP, como as brasileiras adoram.
Para quem acha difícil que se possa inventar tanto e sempre em apenas duas peças, as amarrações inusitadas surgem como um reforço na idéia de que as novidades são possíveis. O apelo artesanal, que tanto encanta os estrangeiros, também não ficou de fora nesta temporada. Rendas e bordados inspirados enriquecem as duas peças. E como os detalhes são mesmo importantíssimos, laços, lacinhos e laçarotes se multiplicam nos biquínis.

mockup