Mudanças geralmente são difíceis, isso ninguém duvida. Mas a intensidade dessa dificuldade depende muito de cada um. Um exemplo disso é a maneira como os estudantes encaram as diversas fases de mudanças pelas quais eles passam durante a vida escolar. As mais marcantes são da 4 para a 5 série e do ensino fundamental para o médio.
A expectativa era o sentimento mais forte da estudante do Maxi Marianna Santini, 15 anos, hoje aluna do 1º ano do ensino médio, quando ainda estava no ensino fundamental. ''Na 8 série existia uma ansiedade muito grande porque a gente acha que ir para o ensino médio é um mundo novo. Assusta um pouco porque a gente acredita que vai ser mais difícil, mais acúmulo de matéria, mais responsabilidade'', afirma.
Mas o medo que antecedeu a mudança, segundo ela, era maior do que a realidade que ela encontrou. ''Estou gostando mais deste ano do que do ano passado. Realmente, tem que ter um estudo mais regrado, mas é bem legal também. Conhecemos gente nova e temos um sentimento de que crescemos muito, o que é bacana'', completa ela.
Para o aluno da 4 série Thiago Noriyuki Kubo, 9 anos, a chegada da 5 está representando uma série de problemas no futuro. ''Agora já está mais difícil do que o ano passado e sei que a 5 vai ser bem mais complicada. Tenho um amigo na 5 e ele me contou que não dá mais para ficar muito tempo assistindo à tevê, que tem de estudar mais. Mas acho que vai ser legal porque vamos ter mais liberdade na hora do intervalo'', argumenta.
Para acalmar os alunos, os professores das turmas anteriores preparam os pupilos para a mudança. De acordo com a aluna da 5 série Ana Paula Torrecilas Gil, 10 anos, a responsabilidade maior já era exigida antes pelos professores. ''Eles já avisavam na 4 série para as mudanças que iriam vir. Hoje eu tenho de levar os cadernos para casa e não posso esquecer, tenho um monte de professores e mais matéria para estudar. Nas aulas de artes antes era só brincadeira, agora tem de estudar e fazer prova. Na 4 série era bem mais tranquilo é claro, mas é preciso passar de ano e acho que no próximo vou me adaptar rapidinho'', comenta. (Herika Fondazzi/Reportagem Local)

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