Aloe vera estabilizada
Arquivo pessoalThelma de Melo comercializa babosa estabilizada, da Forever Living Products InternationalA ingestão de babosa (aloe vera) in natura é contestada pelo Conselho Internacional de Ciência de Aloe, com sede nos Estados Unidos, que congrega 25 grandes companhias mundiais produtoras de alimentos, mel e cosméticos à base dessa planta milenar.
Thelma de Melo, supervisora de vendas em Londrina de uma dessas companhias - a Forever Living Products International, só ela responsável por uma centena de produtos extraídos da babosa - menciona o alerta que fez, através deste jornal, o professor de farmacognosia Cid Ainbiré, da Universidade Federal do Paraná, condenando o uso da babosa in natura.
Thelma cita um depoimento do bioquímico Albert Lester Lehninger, contido na publicação Fundamentos da Bioquímica, em que ele afirma que o uso de receitas caseiras de babosa tem causado o aparecimento de grande número de casos de gastrite, úlceras e intoxicações, em face da presença de aloína (ou alantoína) na casca. Além disso, Lester ensina que a folhas da babosa devem ter no mínimo 4 anos, portanto maduras, para que seus ingredientes ativos tenham valor medicinal. Ele alerta que a casca da folha da babosa madura tem elevados teores de celulose (polissacarídeos), e o organismo humano não possui enzimas digestivas apropriadas para digeri-la. Assim, diz, o organismo continua jogando sucos gástricos no estômago para tentar fazer a digestão da celulose. Faz a digestão de todos os outros alimentos, mas a celulose permanece. A consequência é que os sucos gástricos começam a afetar as paredes do estômago, causando inicialmente uma gastrite e depois, úlcera. Já uso do gel da babosa sem casca, 100% estabilizada, é um ótimo remédio.
Existem 300 espécies de aloe, mas a recomendada é a barbadensis, cultivada em grandes extensões, pela Forever, nos vales ao sul do Texas e na República Dominicana. A Forever também se destaca na produção de cosméticos à base de babosa, e tem em sua linha 74 produtos.





