Alimentação viva
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Nós somos o que comemos. Esta é a frase repetida por muitas pessoas na hora de selecionar os produtos que serão consumidos. Algumas pessoas levam a alimentação tão a sério que ela se torna um estilo de vida. Este é o caso da bacharel em química Conceição Trucom, que há vários anos opta por uma alimentação natural e vegana. Segundo ela, os alimentos que fazem parte do seu cardápio são desintoxicantes e de fácil digestão, o que poupa energia e faz com que ela se sinta mais disposta no dia a dia. "A digestão mais rápida consome menos energia e a pessoa passa a ter mais vitalidade", explica.
Conceição já publicou alguns livros sobre o assunto e esteve em Londrina na semana passada ministrando palestra. Entre os ensinamentos, ela destaca que a alimentação desintoxicante é um estilo de vida. "Ao mesmo tempo que a dieta me mantém desintoxicada, ajuda a combater o excesso de gordura corporal e me traz mais disposição", afirma. Para a química, o segredo é consumir alimentos crus e vivos.
Apesar da limitação alimentar, ela explica que é possível produzir variados pratos com frutas, verduras, legumes e grãos. "Fazemos queijos de sementes com sabores variados, produzimos iogurtes, leites e vitaminas, tudo com alimentos de de origem vegetal", explica. Conforme ela, as sementes germinadas substituem a proteína e a gordura da carne. "Usamos a germinação das sementes para preparar pães, bolos, massas e laticínios", elenca. Conceição acrescenta que os adeptos desta prática também consomem muitos alimentos fermentados, que facilitam a digestão e ainda são ricos em prebióticos e probióticos, elementos importantes para o bom funcionamento do organismo.
Para os adeptos deste estilo de vida, até o uso do fogo no preparo deve ser moderado. Conceição explica que batatas, mandioca e outras raízes podem ser aquecidas levemente sobre uma chapa quente. "Em alguns casos damos apenas um choque térmico no alimento, desta forma ele não fica cru, mas também não fica cozido", explica. Alguns produtos podem ser cozidos no bafo e no inverno podem ser preparadas sopas e caldeiradas. Mas, para garantir que os alimentos não sejam aquecidos excessivamente, ela recomenda mexê-los com as mãos.
"A nossa mão aguenta uma temperatura máxima de 45 graus. Quando mexemos o fundo da panela com as mãos sabemos a hora de tirá-la do fogo", explica. Ela acrescenta que este cuidado é necessário porque os alimentos possuem algumas enzimas que são destruídas com o calor e estas substâncias são importantes para uma boa digestão. "É um estilo de vida vivo, mantemos o alimento vivo até consumi-lo", ressalta.
Os seguidores da alimentação vegana acreditam que parte da energia do alimento cru é transportada para dentro de quem o consome, trazendo disposição e bem-estar. A filosofia deste grupo de pessoas abrange também os projetos pessoais. "Quando falamos em digestão estamos falando também sobre os desafios da rotina, as relações interpessoais, os sonhos. Tudo isso precisa ser digerido para que a gente consiga sentir forças para continuar e alcançar os objetivos individuais", contextualiza Conceição.
Serviço
Mais informações pelo site www.docelimao.com.br



