Uma cena que se repete constantemente nos consultórios dos pediatras, é a queixa das mães em relação ao apetite reduzido dos filhos. Isso reforça a preocupação e a ansiedade crescente sobre a nutrição infantil. A reclamação se refere à recusa de comer verduras e legumes e dos pequenos se renderem às guloseimas industrializadas. Não é difícil encontrar crianças que vencem a batalha com armas do tipo choro estridente e birras intermináveis.
Dorico da Silva‘‘A alimentação não pode ser monótona porque a criança enjoa com facilidade. É preciso oferecer a possibilidade de ela exercer o paladar’’, orienta o pediatra Maurílio de OliveiraDescartada a possibilidade de desnutrição (déficit de nutrientes global ou específico), começa a ‘investigação’ das causas dessa falta de apetite. Ao ouvir da mãe a reclamação ‘‘meu filho não come’’, o pediatra londrinense Maurílio de Oliveira realiza primeiramente uma anamnese completa. O médico faz o levantamento do padrão alimentar da criança, um exame físico, constatando o peso, a massa muscular, verifica a cor da pele e das mucosas e até se os cabelos estão quebradiços.

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