Alerta: falta rigor a exames médicos de piscina
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sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Da Editoria 
Exames dermatológicos para frequentar piscinas costumam ser obrigatórios em clubes, academias e centros de convivência social. A medida, que visa reduzir o risco de transmissão de doenças de pele, é considerada pouco eficaz por Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein. ''As avaliações não são suficientemente rigorosas e deixam de detectar parte das doenças que podem ser transmitidas em ambientes de uso comum'', alerta o médico.
No verão, a maior procura por parques aquáticos, clubes e piscinas públicas ou de condomínios é responsável pela elevação nos casos de anomalias cutâneas. Isso se explica pela atuação da água como agente transmissor de fungos e bactérias. Embora visíveis a olho nu, as ocorrências mais comuns podem não ser detectadas por exames realizados sem a devida atenção.
''Nem sempre a cargo de um dermatologista, as análises são capazes de identificar apenas a presença de micoses. São basicamente dois tipos: a ptiríase versicolor, popularmente conhecida como ''pano branco'', caracterizada por lesões brancas, castanhas ou vermelhas, descamativas e que não coçam; e a frieira, caracterizada por pequenas lesões descamativas que coçam e são mais comuns em áreas de dobras, como virilha e entre os dedos dos pés, além das unhas'', explica o dermatologista.
Segundo ele, os riscos de transmissão são elevados porque os fungos causadores da micose se desenvolvem em locais úmidos. ''Para evitar a presença de pessoas com esse tipo de infecção, e o contágio das demais, seria necessária uma observação mais cuidadosa, com o exame em hospitais e clínicas ou com a adequação dos ambulatórios dos locais de banho, que normalmente não possuem os equipamentos necessários'', afirma o Grinblat.


