Além da estética
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sexta-feira, 07 de novembro de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
O verão ainda não chegou, mas as temperaturas já estão bastante altas. Como nós humanos recorremos às roupas mais frescas, é comum imaginarmos que cães e gatos também precisem ter os pelos tosados no mínimo possível, para aliviar o calor. Esta, entretanto, não é a solução ideal, segundo o groom stylist (especialista em estética canina) Marcelo Mehret, que participou recentemente do Giro de Profissões da Unopar, com a cadela Rebeca.
Casado com uma veterinária, ele largou o trabalho em uma multinacional, fez um curso de tosa e juntos abriram uma empresa. Além de cuidar dos clientes pet, ele também se dedica a ensinar a arte da tosa a outras pessoas.
"O pelo funciona como uma manta protetora. Se você retira todo o pelo, retira essa proteção, muitas vezes expondo a pele do animal, que é bastante sensível. Os cães não suam como os humanos, eles transpiram pelas almofadas das patas e regulam a temperatura corporal pela boca. É possível sim deixar os pelos mais curtos no verão, mas não tão curtos. O bom tosador saberá orientar o melhor para cada animal", afirma.
Mehret explica que todo cão de pelo longo pode ser tosado. Existem as tosas padrão de cada raça e aquelas que visam deixar o pet com visual diferente. O cãozinho Boo, por exemplo, famoso na internet por se assemelhar a um urso de pelúcia, é na verdade um Spitz Alemão, que usualmente tem os pelos mais longos.
"A tosa pode esconder defeitos do animal ou ressaltar as qualidades. A tosa bebê, também chamada de tosa tesoura, deixa o cão com cara de filhote. A tosa oriental é usada para os cães que usam roupa, porque deixam o rosto mais redondo e as pernas mais peludas", diz.
O profissional explica também que, nos casos em que o animal tem problemas dermatológicos, pode ser necessário fazer uma tosa específica, seguindo as orientações do veterinário.
Mehret diz que, além de aparar os pelos, no banho e tosa também são feitos a limpeza das orelhas e o corte das unhas, sempre com bastante cuidado. "Apenas aparamos os pelos dentro das orelhas, não arrancamos como muitos fazem, porque isso pode causar problemas. Também não mexemos no canal do ouvido."
Ele destaca que é importante que o profissional seja bem capacitado e que use produtos específicos para animais. "Além disso, tudo precisa ser bem higienizado, inclusive as toalhas, para que os animais não corram nenhum risco", destaca.


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