Faça o teste: pergunte a seus amigos ou colegas de trabalho qual é o plano deles para o ano que vem ou para o próximo mês. A menos que você trabalhe em uma academia de ginástica, provavelmente a resposta de boa parte será iniciar uma atividade física. Com tanta informação sobre os benefícios da ginástica para nosso corpo e mente, quem ainda não se rendeu está sempre considerando a possibilidade.
O problema é que muitas vezes esse entusiasmo acaba já nos primeiros meses de exercício. A correria do dia-a-dia e a falta de tempo, assim como a questão financeira, são as principais desculpas dos atletas de momento, mas geralmente outros fatores colaboram para que as pessoas acabem desistindo da atividade física logo no início.
Embora sejam quase sempre escondidos pelos desertores do exercício, a falta de adaptação ao ambiente da academia, a repetição dos movimentos e a falta de contato mais próximo entre aluno e professor contribuem para o desânimo logo no começo. ''Em muitas academias o professor só se preocupa com o movimeno, não encara o aluno como um todo, sem respeitar os aspectos psicológico, fisiológico, social e profissional que precisam ser levados em conta'', diz o educador físico Alexandre Picoloto, sócio da Insight Atividade Física Personalizada.
Ele explica que com a personalização, as aulas são feitas sempre com um aluno e um professor e, assim, certos cuidados podem ser tomados. ''É possível controlar e previnir oscilações na pressão arterial e batimantos cardíacos durante os exercícios sem colocar em risco a saúde do aluno. O professor também fica mais atento a erros dos alunos e a questões pessoais que podem alterar os exercícios. Se a pessoa teve um dia estressante e está cansada ou sente dores no corpo, o educador físico altera a programação do treinamento de acordo com as necessidades do aluno'', afirma.
Dessa forma, a academia pode atender de maneira mais adequada pessoas com problemas de saúde, como doenças do coração, pressão alta, artrite, artrose, diabete, bulimia, anorexia e depressão. ''Essas pessoas são as que mais precisam de atividade física, mas devem ter um acompanhamento especializado. O exercício físico pode ajudar ou piorar a situação, depende de como é feito'', lembra Picoloto.
Para os casos de depressão, por exemplo, ele diz que o maior problema dos alunos é a adaptação à academia e o contato com outras pessoas. ''Então nós começamos com aulas de alongamento em uma parte reservada até a pessoa melhorar a auto-estima e se sentir à vontade para fazer exercícios em contato com outros alunos.Tivemos casos de depressão avançada e em três meses conseguimos resultados significativos'', conta.
Outra indicação da atividade física personalizada é para tratamento auxiliar de casos de bulimia e anorexia em fase inicial. ''Os exercícios podem ajudar a pessoa a ter mais percepção corporal e não se preocupar tanto com o peso. Nós temos professores que se especializaram em diversas áreas e sabem como conversar com o aluno. Para esses casos, por exemplo, é importante conversar com a pessoa sobre alimentação correta'', afirma.
Mas nem só pessoas com problemas de saúde têm vantagens maiores quando fazem exercícios com personal trainer. Alexandre diz que quem procura nos exercícios apenas a melhora da forma física os resultados também são melhores. ''Com a personalização é possível trabalhar exatamente o que o aluno deseja. Mas o professor precisa entender o que o aluno quer. ''Tem gente que procura a clínica e diz que quer melhorar a parte cardiorrespiratória, mas na verdade quer diminuir gordura abdominal. O profissional precisa perceber essa linguagem oculta''. comenta.

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