Álbum casamenteiro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Karla Matida<br>Reportagem Local 
É claro que os noivos jamais se esquecerão das emoções do casamento. Mas é sempre bom documentar todos os lances. Mesmo com todas as tecnologias que surgem a cada instante, o velho e bom álbum de fotografias ainda segue insuperável quando o assunto é registro da cerimônia.
Tudo bem que ele, o álbum, anda cada vez mais moderninho. Tanto que agora se chama álbum-livro e é totalmente digitalizado. As fotos são apresentadas como em páginas de revista - com mais de um retrato em uma mesma página, ou então uma fotografia enorme ocupando duas folhas. Por causa dessa variedade de opções, ''cada álbum sai diferente do outro'', explica Rodrigo Kazuo Ossada, da Brascolor. ''Os noivos é que escolhem'', diz.
Há mais de 20 anos no ramo fotográfico, a família Ossada acompanha de perto as mudanças. ''Agora a moda é o estilo fotojornalismo'', avisa Rodrigo, que trabalha com o irmão e a cunhada. ''Temos um contato bem mais próximo com os noivos'', garante.
Fotógrafa e jornalista, Carmen Kley está há 15 anos atrás das câmeras nas celebrações de Londrina e região. ''O fotógrafo não pode parar a festa; os noivos não estão em um estúdio'', ensina Carmen.
Repórter fotográfico da Folha há 10 anos, César Augusto começou a registrar festas e casamentos há pouco mais de sete anos, usando toda a sua experiência no fotojornalismo. ''É preciso estar atento aos detalhes. A hora que você menos espera acontece uma imagem maravilhosa'', explica César, que costuma passar entre 10 a 12 horas à disposição dos noivos. Desde o momento que eles começam a se preparar - o chamado making of - até o finalzinho da festa, quando o sol já está nascendo.
Para o fotógrafo, uma das melhores horas para casar é por volta das 17 horas. ''Ainda tem luz natural e as fotos ficam lindas'', conta César. Também adepto do álbum-livro, ele revela que estão chegando novidades. É o caso da capa de acrílico com a foto dos noivos. ''Também tem a versão em aço escovado'', adianta. ''Elas valorizam ainda mais o álbum'', explica. ''Mas não gosto de usar o Photoshop (programa de edição de imagens). A diagramação mais leve é melhor'', garante o fotógrafo.
Muito antes da era digital, os álbuns de casamento tinham lá seus efeitos especiais. É só dar uma vasculhada por aí que alguém da família deve ter pelo menos uma fotomontagem com os noivos. Daquelas em que a noiva aparecia pequenininha na mão do noivo, ou vice-versa. ''Até uns 10 anos atrás isso ainda era feito'', lembra Rodrigo Ossada. ''Hoje são muitos outros recursos'', completa. A começar pelo número de fotos disponíveis para a escolha do casal. ''Antes fazíamos cerca de 10 filmes, ou 360 fotos. Agora são no mínimo 1.500 fotos'', garante Ossada.
''Faço uma releitura dos clássicos porque as fotos da troca de alianças, os noivos entrando no carro e o casal com os pais e padrinhos não podem faltar'', avisa Carmen Kley. E é com esse olhar diferenciado que as cenas mais emocionantes ficarão eternizadas.


